Audiência sobre tráfego de caminhões é marcada por protestos

A Bigorna 11/04/2019 17:00:00 2777 visualizações
# legenda: Política

Após proibições da prefeitura de Avaré em locais para o tráfego de caminhões, e, principalmente, no anel viário, uma Audiência Pública foi realizada na Câmara na manhã de ontem, dia 10.

Muitos caminhoneiros estiveram presentes, insatisfeitos por não poderem trafegar em diversas partes da cidade, acessos tais que eles necessitam para fazer seu trabalho e entregas.

Um caminhoneiro fez críticas ao secretário de Agricultura, Ronaldo Vilas Boas, dizendo que o agente da atual administração, não entende nada de caminhão, ou de como dever ser feito o tráfego que não coloque em risco a vida das pessoas, bem como, não estrague os veículos pesados, já que segundo o motorista, a manutenção é muito cara.

O representante da prefeitura concordou e disse que em alguns lugares não deveria haver as placas de proibição.

Questionado se podem rever as sinalizações, questão levantada pelo vereador Barreto, o secretário de Agricultura disse que iria rever, mas não demonstrou confiança para quem o ouvia, mesmo porque o secretário responsável pelo setor é Alexandre Nigro, o qual não compareceu à Audiência.

Toninho da Lorsa questionou o direito de ir e vir dos caminhoneiros. Em sua sugestão, ele propôs que seja suspensa a ordem de multas aos caminhoneiros, e resolver o problema antes. O anel viário feito, segundo o vereador é uma porcaria, e não tem condições de receber o tráfego de caminhões.

“É obrigação de a prefeitura deixar e ter condições das ruas para vocês, porque vocês pagam impostos e têm direito a trafegar e fazer o trabalho de vocês.” – frisou Toninho.

Barreto destacou que o secretário de Agricultura tem uma boa postura. Segundo o vereador, os demais secretários não comparecem em Audiências Públicas.

A maior reinvindicação dos caminhoneiros é que a prefeitura tire as placas de proibido o tráfego, e fazer um estudo para que seja viável o trabalho dos profissionais.

Zandoná questionou se os vereadores da situação que estavam na Audiência, Rios e Jairo, iriam votar a favor dos caminhoneiros e deixou Jairo Azevedo irritado, alterando até sua voz.

Interpelando Jairo, Zandoná declarou que se poderiam colocar os nomes dos dois vereadores numa lista que estariam cientes da Sessão Extraordinária. Depois de alguns minutos, os dois concordaram em rever a lei.

Já Marialva Biazon disse que a administração pública de Avaré está indo na contramão da história e prejudicando os caminhoneiros.

 “Minha sugestão é um projeto de iniciativa comum, e pode ser legislado. Assim peço que nós façamos uma lei e revoguemos esta lei, e os caminhoneiros poderem trabalhar. Nosso jurídico informou que a lei pode ser revogada. Uma nova lei pode ser feita, mas antes deve ser discutida ouvindo as partes. Para encerrar o problema só será resolvido com a revogação da lei.” – frisou Marialva.

Toninho (veja foto) voltou a mostrar os erros no anel viário.

“Não foi compactado o solo. Ele está borrachudo. Quem está pagando a conta é a população. Se esta lei foi aprovada por nós, não tenho vergonha de voltar atrás e rever a lei de acordo com os anseios dos caminhoneiros”- declarou Toninho.

Sérgio Fernandez destacou que a obra do anel viário foi eleitoreira. O trecho foi feito às pressas, nas coxas. Nós aqui quando falamos viramos um monstro. Queremos o bem da cidade. Não tem base ali para conseguir ou suportar o tráfego de caminhões.

Ernesto defendeu que seja revogada a lei e retirada as placas e teceu críticas a Alexandre Nigro, que segundo o vereador era quem deveria estar na Audiência Pública.

Segundo Barreto a lei 2165/17 vai  ser revogada pelo projeto de lei que irá a plenário, onde os vereadores votarão na segunda-feira.

 Barreto ainda destacou que o prefeito deverá enviar outro projeto, mas só será aceito quando a Câmara realizar outra Audiência Pública para ouvir os vereadores.

Ele também explicou a classe de motoristas, que a lei vai ser votada em Sessão Extraordinária, e que todos os vereadores têm que estar presentes, caso algum falte, a lei não poderá ser votada.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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