Família de morto após ataque de quadrilha a bancos diz que ele não participou do crime

A Bigorna 01/08/2020 10:00:00 2096 visualizações
Família de morto após ataque de quadrilha a bancos diz que ele não participou do crime legenda: Casos de polícia Foto Fonte: Jornal A Bigorna

Parente alega que jovem de 29 anos foi confundido e não fazia parte do grupo responsável pelo ataque, em Botucatu; morte está sendo investigada.

A família do homem de 29 anos morto por ser suspeito de integrar a quadrilha fortemente armada que atacou agências bancárias, em Botucatu (SP), afirma que ele era inocente e que não participava do grupo que causou momentos de terror na quarta-feira (29).

De acordo com a polícia, o suspeito morreu em uma troca de tiros com policiais militares horas depois da ação criminosa. A corporação afirmou que os policiais se depararam com uma parte da quadrilha que tentava fugir pela rodovia Marechal Rondon e encurralaram os criminosos.

Ainda de acordo com a polícia, um dos suspeitos dirigia o carro, que foi abandonado na rodovia, e trocou tiros com os policiais. Ele tentou fugir a pé por uma área de mata, mas foi baleado. O homem foi socorrido, mas já chegou sem vida ao Hospital das Clínicas.

Contudo, ao G1, uma parente afirmou que o jovem Ivan de Almeida nem estava armado e que não participava do grupo. Segundo ela, ele havia saído da prisão em março e já havia cumprido .

"Ele nunca fez mal a ninguém, mas infelizmente foi morto. Não posso acusar ninguém, pois não vi nada. Só sabemos que ele não era bandido, não era o líder de quadrilha nenhuma. Não sabia dirigir. Ele estudou até a 5ª série. Tinha passagens por furto, tinha. Saiu da prisão em março, mas era dependente químico e estava depressivo havia muitos anos. Mas ele não fazia parte dessa quadrilha e nem sabia atirar. Deixou duas crianças pequenas. Só estava no lugar errado na hora errada ", ressaltou.

De acordo com a parente, Ivan, mesmo com a família em Botucatu, falava que gostava de ficar em um pontilhão próximo do local onde foi a troca de tiros para mostrar suas músicas, já que seu sonho era ser MC. Agora, a família só quer entender como o homem acabou sendo morto.

"Sonho dele era ser MC e era um menino muito bondoso. Internamos ele em clínica. Fizemos tudo tudo que podia ajudá-lo. Ele foi julgado e condenado por ser dependente químico e por ter tatuagens. Sei que nada trará ele de volta e nem poderá amenizar a nossa dor, mas pelo menos sabemos que ele é mais uma vítima, só não sabemos de quem", diz.

Ainda de acordo com a moradora, ela e outros parentes vão prestar depoimento na delegacia nos próximos dias. "Não vejo a hora de que saia o laudo e a gente possa ter nosso conforto", diz.

A reportagem do G1 questionou a Secretaria de Segurança Pública sobre a morte do suspeito e, em nota, a SSP que todas as mortes decorrentes de intervenção policial, por determinação da própria pasta, são investigadas pelas delegacias especializadas, pelas Corregedorias e comunicadas ao Ministério Público.(Da GloboNews)

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