• 301 Jornal A Bigorna 03/03/2021 08:20:00

    Palanque do Zé

    Semana passada achei que estava com COVID-19, o que não se confirmou.

    Mas até que eu tivesse certeza que estava livre do vírus chinês, tive que tomar algumas providências. Uma delas foi pedir para o meu pai comprar um termômetro eletrônico.

    Sim, nós não tínhamos um termômetro em casa porque não repusemos essa importante ferramenta quando o antigo, que ainda era de mercúrio, quebrou.

    Achava que seria caro, mas paguei apenas R$ 25,00... O dito cujo, assim como o vírus que eu achava ser portador, também veio da China. Foi importado pela Multilaser.

    Ao ler o manual do termômetro, me deparei com um trecho interessante, apesar de óbvio: “É importante lembrar que a leitura da temperatura corporal depende do local em que foi aferida, por esse motivo o local escolhido deve sempre ser especificado para assegurar uma leitura correta”.

    Até aí tranquilo... Mas a coisa ficou tensa quando li que os três locais mais indicados para aferição de temperatura eram, por ordem: O reto, as axilas e a boca.

    Inclusive, vale salientar que no tópico “reto”, havia a seguinte explicação: “Método mais preciso do ponto de vista médico, pois é o mais próximo da temperatura corporal interna. A ponta do termômetro é inserida cuidadosamente no reto até no máximo 2 cm. O tempo de medição normal é de aproximadamente 40 a 60 segundos”.

    Quando li isso, me revoltei. Não iria inserir o dito cujo no fiofó, só porque um manual de instruções qualquer, de um produto xing-ling mandou!

    Mas minha mãe disse que fazia sentido o que estava escrito, porque “o veterinário faz assim com os bichos”.

    Eu disse que isso era um absurdo, e ela respondeu prontamente: “Absurdo porque? Cachorro não tem axila!”

    Mamãe não deixa de ter razão. A  minha sorte é que eu tenho axilas!

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