Palanque do Zé #69 - Bolsonaro na trilha do impeachment

A Bigorna 25/04/2020 10:00:00 674 visualizações
Palanque do Zé #69 - Bolsonaro na trilha do impeachment legenda: Palanque do Zé Foto Fonte: Jornal A Bigorna

Que o Presidente Jair Bolsonaro tem problemas para governar, não é novidade pra ninguém. Aliás, o Chefe do Executivo que não cede alguns cargos para o Legislativo não consegue formar base de apoio e, em consequência, não aprova leis.

Mas daí a fazer alianças com figuras como Valdemar da Costa Neto e Roberto Jefferson já é outro departamento. Pior que isso, só se tentar se aliar com gente do PT.

Mas enfim, fato é que ao negar a gravidade do coronavirus, chamando a doença que já matou milhões de pessoas ao redor do Mundo de "gripezinha" e desafiar as normas do seu próprio Ministério da Saúde, Bolsonaro cometeu crime de responsabilidade.

Hoje o agora ex-Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, deixou o cargo após o Presidente ter exonerado o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Leite Valeixo.

O objetivo do Presidente com a mudança, de acordo com Moro, é ter acesso a investigações e relatórios da Entidade, o que é proibido pela legislação. Mais um crime de responsabilidade. E agora denunciado com a força da palavra de um "herói nacional" que tinha carta branca para agir quando foi convidado a ingressar no Governo.

Ao analisarmos calmamente os atos de Bolsonaro, vemos que ele é um traidor nato. Vamos pontuar apenas dois casos anteriores, os mais emblemáticos:

Gustavo Bebianno Rocha:

Advogado que exerceu o cargo de ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, apoiou o Presidente desde 2017 e sua ajuda foi vital para a Eleição. Foi demitido apenas um mês no cargo, após conflito com o vereador Carlos Bolsonaro, filho do Presidente.

Ele morreu na madrugada do dia 14 de março de 2020, em sua casa na cidade de Teresópolis, no estado do Rio de Janeiro, vitimado por um infarto fulminante.

Quando de sua demissão, Bolsonaro disse via Twitter, que ele era mentiroso. Veja aqui como foi: https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2019/02/19/audios-trazem-conversa-entre-bolsonaro-e-bebianno.htm)

Luiz Henrique Mandetta:

É um médico ortopedista e político brasileiro. Foi Deputado Federal e Ministro da Saúde no Governo de Jair Bolsonaro até semana passada.

Apesar de fazer um trabalho importante, popular e exitoso em sua grande maioria no combate ao COVID-19, foi demitido após divergências com o Presidente quanto à política de isolamento social no período da pandemia.

Sua saída em nada alterou as diretrizes do Ministério da Saúde até o momento. Bolsonaro disse que faltava humilde para Mandetta. (https://exame.abril.com.br/brasil/bolsonaro-diz-que-falta-humildade-a-mandetta/)

Sérgio Fernando Moro:

É um jurista, ex-magistrado e professor universitário brasileiro. Foi o grande responsável por prender os grandes criminosos do colarinho branco do País, tal como o ex-Presidente Lula, por intermédio da Operação Lava-Jato.

Deixou o cargo de Juiz Federal, para ser ministro da Justiça e Segurança Pública do Governo Federal, na oportunidade em que lhe fora concedida carta branca para agir.

Também era ventilada a hipótese de ser alçado ao cargo de Ministro do Supremo Tribunal Federal numa das vagas a serem abertas ainda na atual gestão.

Se tudo o que Moro disse na Coletiva de despedida for verdadeiramente comprovado Bolsonaro cometeu ainda os crimes de advocacia administrativa, falsidade ideológica e prevaricação.

Sobre Moro, Bolsonaro disse que não aceitaria ser chamado de mentiroso, que o então Ministro não agiu de modo condizente ao cargo ao não exigir esclarecimentos sobre o caso Adélio Bispo, Porteiro do Condomínio e de um suposto namoro de seu "filho 04" com a filha do Sargento supostamente envolvido com a morte de Marielle.

Bolsonaro falou por muito tempo e disse pouco. Se destacam seus velhos chavões como "a verdade está comigo", "estou contra o sistema" e etc... Por enquanto, a vitória está com Moro.

A verdade é que, da turma original do Projeto de Governo do Presidente, só resta o Economista Paulo Guedes. Até quando ele resistirá?

Nessa toada, Bolsonaro está trilhando o caminho do impeachment, e isso só fortalece a Esquerda, que ganha força para retomar a Presidência nas próximas eleições, o que seria fatal para a nossa economia e valores morais enquanto sociedade.

 

Uma pena.

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