Sindicato formaliza denúncia de assédio moral contra secretário de Saúde

A Bigorna 12/02/2019 15:00:00 3487 visualizações
# legenda: Denúncia de assédio moral

O secretário de Saúde de Avaré, Roslindo Wilson Machado, passou a ser alvo de uma nova ação movida pelo Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região. Desta vez, o médico terá que dar explicações ao Ministério Público Estadual quanto à ofensas dirigidas a trabalhadores municipais. A denúncia foi enriquecida de áudio, gravado por servidores, do momento em que as supostas ofensas são proferidas.

Na gravação, segundo informações, Roslindo esbraveja e constrange, abertamente, agentes de Saúde Comunitária. A briga, conforme apurado, aconteceu após os funcionários se negarem a exercer atribuições não previstas aos seus cargos.

O secretário já foi denunciado anteriormente: na ocasião, ele assinou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho, de Bauru, e se comprometeu a promover uma palestra com o tema de “Assédio Moral”. A atividade, ministrada por um procurador do município de Avaré, no entanto, contou com a presença da maior parte dos funcionários do setor, mas não com a do secretário.

 “É uma discrepância: quem deveria ser esclarecido quanto aos malefícios do assédio moral era ele, e não as pessoas que sofrem desse problema diariamente”, afirma Leonardo do Espírito Santo, presidente do Sindicato dos Servidores e Funcionários Públicos Municipais de Avaré e Região.

Reincidente, o médico responsável pela gestão da Saúde Avareense deve sofrer as sanções constantes no TAC assinado anteriormente. O sindicato, nos próximos dias, pedirá que todas as medidas legais sejam tomadas para advertir e coibir o comportamento do gestor.

 “As pessoas que estão à frente da Administração Municipal precisam atentar de que os cargos atuais não são hereditários. Eles não foram colocados nos atuais postos para satisfazerem suas vontades próprias, mas para resolver os problemas gerais de uma população estimada em mais de 90 mil. Fazer da Prefeitura e das secretarias um quintal de suas casas é coisa de gente sem noção dos tempos atuais”, destaca o sindicalista.

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