Trânsito proibido – Zé Carlos Santos Peres

A Bigorna 22/04/2019 11:50:00 2701 visualizações
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Por José Carlos Santos Peres - A questão viária é emblemática na estrutura urbana de uma cidade do tamanho da nossa haja vista que a cada dia que passa mais veículos incorporam- se à frota.

Cidades médias e pequenas, não pensadas estruturalmente para absorver uma demandamaior de veículos, sofrem com as consequências, aí considerando também poluição, segurança e entraves à mobilidade.

As pessoas tendem a definir como problemática a questão do trânsito em metrópoles. Mas não só! Hoje, em qualquer centro urbano, o problema existe. Em nossa cidade, na região central, em determinados horários, a fluência é feita a “passos de tartaruga”.

Quando falamos em questão emblemática no escopo urbano o objetivo é chamar atenção para esse pensar a cidade. E daí, por ser assim, considerar todas as variantes possíveis na arrumação do tráfego.

Sem uma engenharia qualificada para elaborar a planta urbana, contemplando uma frota de veículos que não para de crescer, continuaremos com todos esses problemas que se repetem.

É certo – vale reconhecer – que houve avanços nas últimas administrações (na atual também), com instalações de semáforos em pontos sensíveis (o

da Lineu Prestes, só para citar um, melhorou a segurança de pedestres); implantação da Zona Azul que democratizou o uso do espaço, disciplina no tráfego de veículos pesados no centro da cidade e por aí vai. Ações pontuais, porém importantes.

Mas, é claro, há muito a se fazer. Há ajustes necessários, ações que precisam ser desenvolvidas.

Tudo isso, porém, só dará resposta positiva se trabalhada tecnicamente e não atendendo pedidos de uns e outros que pensam em situações particulares, imediatistas, e não contemplam a coletividade.

Atualmente, e não sem razão, caminhoneiros reclamam de ações tomadas pelas autoridades ligadas ao trânsito na cidade. Dizem da falta de alternativas ao tráfego, de condições para a movimentação de veículos que precisam cortar a cidade.

Uma coisa é disciplinar o trânsito, outra, completamente diferente, é restringir a movimentação de veículos pesados sem oferecer a eles rotas alternativas capazes de contemplar suas necessidades.

É isso o que, em tese, os motoristas pedem: condições de tráfego. Há necessidade da circulação de mercadorias, do transporte de cargas, e os motoristas estão encontrando dificuldades para cumprirem com as suas tarefas.

Um dos reclamantes falou da precariedade ou deficiência do asfalto em algumas vias da cidade. As autoridades proibiram o trânsito, preocupadas com a integridade do asfalto quando, na verdade, deveriam ter construído um asfalto resistente às cargas.

O trânsito precisa ser pensado de maneira técnica, considerando todos os aspectos; ouvir os usuários e construir com eles soluções é o primeiro passo.

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Vale destacar a validade da iniciativa dos caminhoneiros que se uniram em defesa dos seus legítimos interesses/necessidades. Entenderam que só unidos, e buscando instâncias legítimas como imprensa, Câmara e autoridades ligadas ao Executivo suas demandas seriam ouvidas.

É assim mesmo que as “coisas” funcionam num regime democrático: discutir de maneira séria, propositiva e transparente os problemas. Que o exemplo dos motoristas sirva de estímulo a outros segmentos carentes de respostas do poder público.(DA Voz do Vale)

 

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