Palanque do Zé #42 - Você já ouviu falar no Polo da Inacessibilidade do Pacífico?

Zé Renato 23/03/2020 17:10:00 197 visualizações

Talvez você esteja se sentindo solitário durante essa quarentena aí na sua casa. Normal, eu também estou. Mas existe um lugar no Mundo, que é ainda mais solitário. E ele é conhecido popularmente como Ponto Nemo, em homenagem ao Capitão Nemo do romance Vinte Mil Léguas Submarinas, de Júlio Verne. Isso sem contar ainda, que “Nemo”, em latim, significa “ninguém”. Tudo a ver com um lugar onde não vivem muitas coisas, não é mesmo?

Mas vamos lá. Oficialmente, o lugar é chamado de Polo da Inacessibilidade do Pacífico, e é o local mais distante de qualquer continente ou ilha da Terra. Como o próprio nome já diz, esse ponto fica no Oceano Pacífico, mais precisamente nas seguintes coordenadas geográficas: 48°52'6"S 123°23'6" W.

Na verdade, é mais uma área do que um ponto específico, e ela é muito utilizada por Agências Espaciais de todo o Mundo para descartar satélites, naves e qualquer outra coisa que tenham lançado ao espaço. Isso porque o Ponto Nemo está localizado a mais de 2.866 quilômetros equidistantes de um grupo de três ilhas remotas. Ao norte pela Ducie, a nordeste pela Motu Nui e ao sul pela Maher.

Isso é tão longe, que as pessoas mais próximas dali são, na maioria das vezes, os astronautas da Estação Espacial Internacional, que orbita a Terra a um máximo de 416 quilômetros de altura! Em 2016, os barcos da Volvo Ocean Race, que navegaram de Auckland, Nova Zelândia, à cidade de Itajaí, no Brasil, passaram pelo Ponto Nemo. O barco mais rápido da corrida levou 15 dias, 10 horas e 37 minutos para chegar lá.

Considerando a necessidade de se derrubar satélites e afins como contei antes, vários cientistas procuraram por décadas, pelo ponto mais desabitado do Planeta. Mas foi só em 1992, que o engenheiro e pesquisador croata-canadense Hrvoje Lukatela percebeu que, uma vez que a Terra é tridimensional, o ponto mais remoto no oceano teria que ser equidistante de três costas diferentes.

A região é tão isolada que até a vida marinha é escassa, já que não chegam correntes de água ricas em nutrientes nem o vento transporta matéria orgânica do continente, o que deixa os peixes e demais animais marinhos sem ter o que comer. E onde quase não há comida, quase não há vida.

Apenas alguns seres vivos, em especial bactérias, conseguem viver e se reproduzir no local, que é considerado como o de menor fauna nos oceanos.

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