Ao longo do tempo, grandes pensadores, os denominados historiadores, refletiram sobre o passado e presente em que viviam, e formularam suas teorias, consolidando as bases da História como é conhecida na atualidade. A prática historiográfica profissional e o fazer histórico envolvem sujeitos que de suma importância, devem conhecer os fundamentos da área, somente assim é possível desenvolver a habilidade de analisar, refletir, pensar criticamente, argumentar e expor ideias.
A História torna-se um conhecimento obrigatório para todos, seja por um cidadão de determinado país que procura a conscientização política e de classe, um vestibulando ou graduando passará pelo histórico, ou por um acadêmico que almeja cargos docentes ou de gestão no setor público ou privado. Do micro ao macro, a História demonstra-se poderosa, para o bem ou não, surgindo assim o chamado viés interpretativo, simplificando, o ponto de vista.
O conhecimento acerca da História possibilita compreender as questões que envolvem a si e mundo, como a atualidade sendo fruto de um passado, que reverbera debates de interesse de todos.
O saber histórico é análise de fontes materiais e imateriais. Os textos dos grandes clássicos são primordiais: Eric Hobsbawm, Marc Ferro, Moniz Bandeira, Antony Beevor, Leo Huberman, Philippe Masson, Max Gallo, etc. A disciplina História é uma das mais completas, sua aprendizagem está entre as que mais podem gerar benefícios humanos, isto é, sociopolíticos. Na Alegoria da Caverna, de Platão, o conhecimento pode livrar o homem de sua ignorância, considerada uma prisão, logo, aprender seria libertador, na metáfora platônica.
Recentemente, no último dia 17, o historiador italiano, Carlo Ginzburg, morreu aos 87 anos. Relevante nome da abordagem “micro”, ou seja, a redução do objeto de análise, designando o indivídual, o cotidiano, os detalhes mínimos para compreender o macro, os grandes fenômenos. A obra mais conhecida, “O Queijo e os Vermes”, retrata a perseguição enfrentada por um cidadão, considerado herege pela Igreja Católica, durante a Inquisição, processo que matou, segundo dados, de 30 a 60 mil pessoas somente na Europa do séculos 15 ao 17.
História é potência, visto que contribui e muito na existência da humanidade!
Sobre Guilherme de Andrades:
Professor/Historiador, com 5 especializações, abarcando História e Geografia do Brasil, bem como Metodologias do Ensino e Docência do Ensino Superior. Possui inúmeras certificações USP sobre Ciências Humanas.













