• 468 Jornal A Bigorna 27/09/2021 19:50:00

    Palanque do Zé

    Quando Adolf Hitler conquistou o poder absoluto na Alemanha, logo iniciou a retomada dos territórios germânicos que foram perdidos com a assinatura do Tratado de Versalhes em 1919, por ocasião da derrota na Primeira Guerra Mundial, que aconteceu entre os anos de 1914 e 1918.

    O objetivo, entretanto, não era só a retomada dos citados territórios, mas também a aquisição de outros, para que pudessem dar início na criação do que chamavam de “Grande Reich Germânico”.

    Em março de 1936, Hitler invadiu a Renânia. Dois anos depois, anexou a Áustria. Um mês depois, a mira já estava sobre os Sudetos, no oeste da Tchecoslováquia.

    É claro que tais graves acontecimentos chocaram – e muito – as populações das outras nações europeias. Mas todas estavam igualmente indispostas a enfrentar um novo conflito de escala global, eis que haviam terminado a Primeira Guerra Mundial há menos de duas décadas. Assim, lideradas pelo então Primeiro-Ministro Britânico Neville Chamberlain, concordam em ceder os territórios aos alemães a troco da manutenção da paz.

    Em razão disso, em setembro de 1938, foi assinado o chamado Acordo de Munique, que naturalmente não contou com a participação da Tchecoslováquia, que foi deixada à própria sorte.

    Referido acordo, que foi assinado pela Alemanha, Grã-Bretanha, França e Itália, era uma espécie de ”acordo de paz preventivo", e tinha por objetivo acabar com as hostilidades por parte do Regime Nazista contra outras Nações da Europa. Até então, Hitler prometia que os Sudetos tchecos seriam sua última reivindicação territorial na Europa.

    Considerando que a maioria das pessoas acreditavam que um problema maior havia sido evitado e a paz estava garantida, Neville Chamberlain foi aclamado por uma multidão na volta de sua reunião com Adolf Hitler. Na oportunidade, ele exibia orgulhosamente o acordo e dizia ter obtido ”paz com honra (...) Eu acredito que é a paz para o nosso tempo”.

    Quem não concordava com nada disso era um tal de Winston Churchill, então somente um Deputado Conservador que alertava constantemente da Tribuna durante as Sessões da Câmara dos Comuns, para a fragilidade desse suposto acordo, dizendo que os nazistas eram astutos e não tinham intenções reais de modificar seu plano de dominação mundial. Em certa ocasião, afirmou para Chamberlain: ”Você teve que escolher entre a guerra e a desonra. Você escolheu a desonra e terá guerra”.

    Como se sabe, poucos meses depois da assinatura do acordo, em março de 1939, a Alemanha ocupou o restante do território da Tchecoslováquia.

    Em setembro de 1939, Hitler invadiu a Polônia, fato que deu início na Segunda Guerra Mundial. A partir disso, caíram Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Holanda, Bélgica e até a toda-poderosa França.

    Mais uma vez a história mostrou que nem sempre ceder é uma boa opção.

    Às vezes, a guerra é necessária para extirpar o mal do mundo e garantir a manutenção duradoura da paz, estabilidade econômica e liberdade dos povos.

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