• 574 Jornal A Bigorna 04/10/2021 19:20:00

    Palanque do Zé

    Independentemente de você achar o Presidente Bolsonaro o pior ou o melhor Chefe de Estado do Mundo, é absolutamente errado acusá-lo de praticar Genocídio pela questão das vacinas contra a COVID-19.

    Para desenvolvermos nosso tema, é importante conceituarmos o Genocídio, o que não é das tarefas mais fáceis, mas acredito que uma boa definição é essa: “Extermínio deliberado de pessoas motivado por diferenças étnicas, nacionais, raciais, religiosas e, por vezes, sociopolíticas.

    Mas quais as razões que levam alguém a praticar o Genocídio? Aqui também cabe outra definição, não menos complexa: “Exterminar todos os indivíduos integrantes de um mesmo grupo humano específico, com o objetivo de realizar uma limpeza étnica”.

    Convenhamos. Nada disso está acontecendo no Brasil sob Bolsonaro.

    Mas já ocorreu no Brasil. Foi nos anos 1990, quando 22 Garimpeiros, em guerra com os ianomâmis, invadiram o território indígena e cercaram uma aldeia onde havia somente idosos, mulheres e crianças. Dezenas de pessoas foram assassinadas cruelmente.

    O julgamento dos envolvidos no Massacre de Haximu, como tal caso ficou conhecido, condenou alguns dos Garimpeiros a até 20 anos de prisão, sendo que em 2006, o Supremo Tribunal Federal definiu o episódio como sendo um Genocídio.

    Nessa altura das coisas, talvez você deva estar pensando se há uma maneira de se evitar os Genocídios. Não exatamente, mas no ano de 1996, o Professor Gregory Stanton, presidente do Instituto Genocide Watch, elaborou um documento denominado "Os 8 Estágios do Genocídio" e o entregou ao Governo Americano.

    Em referido estudo, ele sugere que o Genocídio acontece em oito fases "previsíveis, mas não inevitáveis". Faço aqui, um brevíssimo resumo:

     

    1) Classificação: Os indivíduos são classificados como "nós e eles".

    2) Simbolização: "Quando combinados com ódio, símbolos podem causar separação entre os diversos grupos..."

    3) Desumanização: "Um grupo nega a humanidade do outro. O grupo alvo passa a ser comparado com animais, vermes, insetos ou doenças."

    4) Organização: "O genocídio é organizado. Forças especiais ou milícias são armadas e treinadas."

    5) Polarização: "Grupos de ódio transmitem propaganda polarizadora."

    6) Preparação: "Vítimas são identificadas e separadas de acordo com etnia e religião."

    7) Execução: "É "extermínio" para os assassinos pois acreditam que suas vítimas não são humanas".

    8) Negação: "Os autores negam ter cometido os crimes."

     

    Em 2012, o Professor Gregory Stanton adicionou mais dois novos itens em sua lista: "Discriminação" e "Perseguição", elevando para 10, as fases da sua Teoria Geral do Genocídio. Caso se interesse pelo assunto e queira se aprofundar, clique no link (em inglês): Genocide Watch- Ten Stages of Genocide.

    Agora que já sabemos o que é e como funciona o Genocídio, podemos classificar os dez maiores Genocidas de todos os tempos.

     

    1) Mao Tsé-tung (1893-1976) - 77 milhões de mortos.

    2) Adolf Hitler (1889-1945) - 21 milhões de mortos.

    3) Kublai Khan (1215-1294) - 19 milhões de mortos.

    4) Imperatriz Cixi (1835-1908) - 12 milhões de mortos.

    5) Chiang Kai-shek (1887-1975) - 10 milhões de mortos.

    6) Saddam Hussein (1937-2006) - 2 milhões de mortos.

    7) Pol Pot (1925-1998) - 1,7 milhão de mortos.

    8) Joseph Stalin (1878-1953) - 1 milhão de mortos.*

    9) Francisco Franco (1892-1975) - 500 mil mortos.

    10) Benito Mussolini (1883-1945) - 440 mil mortos.

    11) Omar Al-Bashir (1944 - ainda vivo) - 300 mil mortos.

    12) Ivan 4º, o Terrível (1530-1584) - 60 mil mortos

    13) Augusto Pinochet (1915-2006) - 40 mil mortos.

     

    *É importante lembrar que a lista traz apenas os assassinados diretamente pelo regime comandado pelo Genocida. Portanto, não contabiliza as vítimas consequentes de más escolhas políticas. Stalin, por exemplo, foi o responsável pela morte de 20 milhões de pessoas, que morreram de fome sob o seu Governo, fora as que foram deportadas e nunca retornaram.

    No Brasil, o Genocídio foi tipificado como crime pela Lei 2.889/56, ainda quando Juscelino Kubitschek era o Presidente. Dá para ler todo o teor do texto clicando no link: L2889 (planalto.gov.br).

    É importante dizer que rebaixar um assunto tão grave na escala das degradações humanas a nível mundial ao patamar de brigas político-partidárias locais é, no mínimo, desrespeito para com as reais vítimas dos diversos e lamentáveis Genocídios que ocorreram, ocorrem e ainda ocorrerão ao redor do globo.

    Apontar Bolsonaro como sendo um Genocida é um erro histórico, científico e legal, punível inclusive sob a égide do Artigo 138 do Código Penal Brasileiro, que prevê a pena de detenção, de seis meses a dois anos e multa, para quem o faz. Vale dizer que, na mesma pena incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga.

    Sim, a Internet não é uma terra sem leis onde pode-se dizer qualquer coisa sem ser necessário arcar com as consequências.

    Ressalto: Eu não estou apoiando Bolsonaro ou quem quer que seja neste Artigo.

    Estou apenas e tão somente explicando como as coisas devem ser postas.

    O primeiro passo para elevarmos o debate e discutirmos os problemas nacionais de maneira eficiente e séria, livre das amarras impostas por partidos políticos e grandes grupos de mídia, é o conhecimento. Só a educação salva o Brasil da situação em que se encontra.

     

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