A morte confirmada do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã por quase 37 anos, marca o colapso de um pilar da teocracia xiita e abre incertezas profundas no Oriente Médio. Talvez essa seja a única chance em décadas, que o povo iraniano terá de retomar para si, o País.
As Operações "Fúria Épica" e "Leão Rugidor" atingiram alvos precisos em Teerã, como o complexo residencial de Pasteur, sede da Guarda Revolucionária (IRGC) e centros de comando. Explosões no centro da capital mataram 201 pessoas e feriram 747, incluindo Khamenei, o general Mohammad Pakpour e o ministro da Defesa Amir Nasirzadeh.
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou a morte através das suas redes sociais, chamando Khamenei de "uma das pessoas mais malignas da História" e citando inteligência de satélites e rastreamento conjunto com Israel.
Por sua vez, o Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, divulgou fotos de vítimas, reforçando que o ataque neutralizou uma "ameaça existencial".
Teerã retaliou os ataques sofridos com mísseis balísticos e drones contra Israel e bases americanas no Golfo (Bahrein, Emirados, Catar e Kuwait), ativando sirenes e defesas aéreas.
No Irã, a notícia da morte do aiatolá Ali Khamenei foi comemorada: Moradores de Teerã gritaram "Khamenei morreu!" das janelas, com aplausos, buzinas e gritos de "Viva o Xá", em referência ao antigo líder, Mohammad Reza Pahlavi.
De modo geral, os iranianos na diáspora celebraram um "alvorecer livre", refletindo ressentimentos de protestos reprimidos em 2009, 2019, 2022 e janeiro/2026.
Quem foi Khamenei?
O aiatolá Ali Khamenei, que assumiu em 1989 após Khomeini, consolidou poder absoluto, reprimindo revoltas com prisões e execuções. Enfrentou a "Onda Verde", protestos por combustível e a morte de Mahsa Amini com força letal, fatos que acabaram agravando a crise econômica que assola o Irã, cuja inflação anual está na casa de 40%.
Seu Governo expandiu acordos com grupos terroristas como o Hezbollah, e isolou o Irã do restante do mundo.
Como não há um sucessor natural para o aiatolá Ali Khamenei, a “Assembleia dos Especialistas”, algo parecido com os Parlamentos ocidentais, avalia os nomes de Mojtaba Khamenei, filho do Ditador, de 56 anos, Alireza Arafi (67) ou Hassan Khomeini (neto do aiatolá Khomeini), para comandar o Irã e dar continuidade à ditadura sanguinária.
Especialistas avaliam que o Governo do Irã pode impor uma transição linha-dura, mas que certamente enfrentará protestos, que estão cada vez mais frequentes e intensos, o que sugere claramente o risco de a ditadura entrar em colapso.
Globalmente, se o regime iraniano ruir, a queda no preço do petróleo é possível, pois o eventual fim das sanções internacionais impostas ao País aumentaria a oferta de barris.
Por outro lado, um caos nuclear ocorrerá se o arsenal de mísseis e demais armas nucleares saírem do controle governamental.
Uma guerra civil no Irã, pelo controle do Governo, por facções contrárias, também constitui grave ameaça à estabilidade no Oriente Médio.
Porém, nem todos os prognósticos são ruins, pois as tensões regionais podem diminuir caso o regime outrora liderado pelo aiatolá Ali Khamenei seja derrotado, pois sem o apoio iraniano, os terroristas Houthis, do Iêmen, serão enfraquecidos, o que beneficia diretamente Israel e, por consequência, a paz mundial.
O mundo sem Khamenei tem tudo para ser um lugar melhor. Apesar disso, o Governo do Brasil, que sob Lula não perde uma única chance de passar vergonha, declarou por meio do Itamaraty, que condena “[...] os ataques realizados hoje (28/2) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região".
O texto, que mira na “máxima contenção e respeito ao direito internacional, priorizando proteção de civis”, acerta em cheio no apoio de uma das ditaduras mais sanguinárias que o mundo já viu.
Lula deveria ter ficado neutro e em silêncio sobre o assunto, já que é o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas que não tem capacidade de entrar em combate com ninguém minimamente relevante no mundo. Mas, como sempre, se posicionou do lado errado da história…
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