Investigado pelo Ministério Público de São Paulo por supostos elos com o PCC, o Grupo Itajobi iniciou um processo de mediação empresarial para renegociar uma dívida de R$ 3,7 bilhões.
O conglomerado é dono das usinas de cana-de-açúcar Itajobi, Carolo e Rio Pardo, com operações nos municípios paulistas de Avaré, Cerqueira César, Marapoama, Pontal e Morro Agudo.
Segundo a Operação Carbono Oculto, as usinas eram peças-chave na expansão do empresário Mohamad Hussein Mourad. O MPSP aponta movimentações suspeitas, como a transferência de R$ 100 milhões por meio de uma fintech investigada por lavagem de dinheiro, além de esquemas de sonegação fiscal e o uso de "laranjas" e pseudônimos para ocultar a propriedade das empresas.
A defesa de Mourad nega qualquer ligação com a facção criminosa e afirma que as suspeitas nasceram em reportagens jornalísticas. Já os advogados do grupo informaram que o pedido de reestruturação busca evitar a recuperação judicial e preservar cerca de 3 mil empregos, ressaltando que não há condenação judicial contra as usinas.(Do Metrópoles)













