• Bolsonaro se filia ao PL e volta ao centrão

    Política
    878 Jornal A Bigorna 30/11/2021 17:40:00

    O presidente Jair Bolsonaro se filiou ao PL na manhã desta terça-feira (30), em um evento com ministros, governadores, dirigentes partidários, parlamentares e muita aglomeração em meio à pandemia do coronavírus. Seu discurso foi de gestos a parlamentares e de ataques à esquerda.

    "Nós tiramos o Brasil da esquerda, nós todos tiramos. Olha para onde estávamos indo", disse o mandatário para a plateia, citando a Venezuela. "As cores verde e amarela [estão agora] predominando sobre o vermelho. Nós conseguimos fazer brotar o sentimento de patriotismo."​

    Ao seu lado no evento estavam dirigentes do centrão, que foram base e integraram o primeiro escalão dos governos petistas. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por exemplo, foi preso e condenado no escândalo do mensalão, revelado ainda no primeiro mandato de Lula, em 2005.

    O discurso de Valdemar antecedeu o do presidente. Nele, ressaltou os programas sociais do governo, como o Auxílio Brasil. "Senhor presidente, temos a noção exata da nossa responsabilidade ao empunhar as bandeiras de sua obra à frente de um governo que nunca de intimidou", disse.

    Já o mandatário acenou aos partidos do centrão e citou nominalmente os dirigentes do PP e do Republicanos, Ciro Nogueira e Marcos Pereira, respectivamente, que estavam na plateia. Os três são as principais legendas que dão sustentação ao governo federal.

    Filho do presidente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse "acreditar" que deve se filiar ao PL também, mas afirmou que é preciso "conversar ainda". Mais ideológico que o irmão Flávio, o deputado foi questionado se as antigas críticas ao centrão se manteriam agora.

    "O presidente tem que governar com o Congresso que tá aí. Tem uma entrevista dele em 2017 para a Jovem Pan que ele fala exatamente isso. Ele não é um ditador. O Congresso, quem escolhe não é o presidente, é a população", disse.

    "Mas eu estou feliz sim de estar no PL, que é um partido grande, tem um tempo de televisão, tem uma estrutura, e está nos recebendo de braços abertos. Tem tudo para dar certo sim", completou Eduardo.(Da Folha de SP)

     

     

     

     

     

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