"Bom dia, no dia 21/5 foi veiculada uma matéria sobre o novo convênio da Comunidade Terapêutica Nova Jornada com o Governo do Estado, através do Programa Recomeço.
Na mesma foi sugerido que este convênio prejudicaria o município, principalmente o CAPS.
Sou Coordenador Geral e Presidente desta instituição, e afirmo que as informações veiculadas estão erradas.
A COED, Coordenação Estadual de Políticas sobre Drogas, do Governo do Estado, deverá se pronunciar em relação a esta matéria nos próximos dias, porém permitiu que a CT Nova Jornada se pronunciasse também, como instituição".
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NOTA DA REDAÇÃO:
O senhor PABLO KURLANDER, em momento algum mostrou o que estava errado na matéria veiculado, apenas alegando que as informações estão erradas.
Questão: O que está errado? Qual o valor mensal e anual que cada paciente recebe? Por que estão sendo utilizados os médicos do município, e não do Estado de São Paulo?
O apoio a pessoas com problemas mentais e vícios, e a disposição desta Entidade em ajudá-los, de fato, é humanidade. Entretanto, muitos não podem pagar por remédios em Avaré, e o governo do estado não repassa verbas a Entidade, senhor diretor?
A resposta do senhor diretor é ambígua e não esclarece nada a respeito do assunto tratado.
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DEPOIS DE SER QUESTIONADO, O RESPONSÁVEL PELA ENTIDADE "NOVA JORNADA ENVIOU OUTRO PEDIDO DE RESPOSTA, NO QUAL CEDEMOS ESPAÇO:
RESPOSTA À MATÉRIA VEICULADA NO DIA 21/05/16
“Entidade faz parceria com Governo e prejudica Avaré”
No dia 19 de maio de 2016 foi veiculada uma matéria sobre o novo convênio da Comunidade Terapêutica Nova Jornada com o Governo do Estado, através do Programa Recomeço, afirmando que este convênio prejudicaria de alguma forma a rede de saúde pública do município.
Este programa, fruto de enorme esforço por parte do CONED (Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas) junto à FEBRACT (Federação Brasileira de Comunidades Terapêuticas), tem como principal função regionalizar o atendimento a dependentes químicos do Estado, selecionando para isto Comunidades Terapêuticas que se enquadrem nos critérios estabelecidos legalmente, através da RDC 29/2011 e da Resolução CONAD 01/2015, Marco Regulatório das Comunidades Terapêuticas.
Segundo estes mesmos critérios, e diferentemente do veiculado no Jornal “A Bigorna” no dia 19/05/16, as Comunidades Terapêuticas não atendem pacientes psicóticos nem “extremamente doentes”, ainda com a informação errônea de que seriam “na maioria dependentes químicos”, sendo que as Comunidades Terapêuticas atendem unicamente dependentes químicos.
É importante ressaltar que atualmente as Comunidades Terapêuticas absorvem quase 85% da demanda por acolhimentos para dependentes químicos no Brasil, o que as torna o dispositivo de acolhimento mais importante neste segmento.
A Comunidade Terapêutica Nova Jornada conveniou, como veiculado na matéria, 28 vagas através deste programa, sendo estas 18 masculinas e 10 femininas. Todas estas vagas seriam referenciadas por Avaré, através da rede de saúde municipal, assim como também por Botucatu, através do SARAD (Serviço de Atendimento de Referência para Álcool e Drogas) da FMB-UNESP.
Assim que assinado o convênio, a diretoria da Comunidade Terapêutica Nova Jornada entrou em contato com o Prefeito Municipal, assim como com a Secretaria de Saúde, para acelerar o processo de viabilização do fluxo de vagas, informando às autoridades que a partir de janeiro deste ano já poderiam começar a encaminhar dependentes para acolhimento, através do programa. Porém houve demora em estabelecer este fluxo por parte do município, e uma vez que as vagas que deveriam ser para o mesmo ficaram desocupadas, por falta de encaminhamento, o Programa encaminhou dependentes de outras regiões de forma provisória.
É importante ressaltar que este convênio foi firmado para beneficiar diretamente o município de Avaré e região, porém isto não depende somente da Comunidade Terapêutica Nova Jornada, mas também da rede de saúde municipal, incluindo o CAPS.
Na matéria veiculada o especialista que oferece as informações relata que foram encaminhados para o CAPS “todos os dependentes” para retirarem medicações, o que não é verdade, já que apenas foram encaminhados alguns casos referenciados pelo Programa, o que dificilmente representaria tamanho impacto para a saúde pública municipal, como sugere a matéria.
Para finalizar, a Comunidade Terapêutica Nova Jornada está aguardando nova reunião com a rede de saúde municipal para estabelecer definitivamente o fluxo de encaminhamento, a fim de que estas vagas possam ser ocupadas integralmente por aqueles que deveriam estar se beneficiando delas desde o começo: os munícipes de Avaré e região.













