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⅔ dos professores saem de cursos a distância: como deveria ser a formação?

Por Jornal A Bigorna 19/05/2025 13:00:00 975
⅔ dos professores saem de cursos a distância: como deveria ser a formação?

A formação de professores à distância já estava em disparada no Brasil, e isso só aumentou com a pandemia. Divulgado no ano passado, o último Censo da Educação Superior confirmou o avanço dessa modalidade: 87% das vagas de licenciatura ofertadas em 2023 eram de cursos EAD, com pedagogia na ampla liderança.

Dados do Ministério da Educação (MEC) compilados pelo Todos Pela Educação demonstram o tamanho do desafio: o número de professores graduados na modalidade EAD mais do que dobrou, chegando a 135 mil em 2022, o que representa 65% do total. Por outro lado, os concluintes em licenciaturas presenciais diminuíram quase 40% no mesmo período, e se tornaram 35% dos concluintes.

“O professor do futuro, que vai atuar na educação básica em grande número, vai sair de um curso à distância”, chegou a declarar o diretor de Estatísticas Educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no ano passado. Na prática, contudo, o MEC deve lançar em breve o novo marco regulatório, assim como decisão do Conselho Nacional da Educação (CNE) já determinou que metade do currículo seja presencial.

Essa decisão ocorre em um contexto de desafios com a explosão do ensino, principalmente com a abertura de novos cursos por instituições sem uma avaliação específica do governo. Especialistas falam em medidas necessárias para garantir a qualidade da formação, principalmente prática, o que impediria um modelo totalmente EAD, mas não a manutenção de uma parte do currículo à distância, por exemplo.

A Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed) defende a cobrança de qualidade dos cursos, mas afirma que um modelo híbrido com o percentual de 50% presencial pode prejudicar a permanência de milhares de alunos. Isso porque esses estudantes precisariam da flexibilidade proporcionada pelo modelo digital.

Para Claudia Costin, ex-diretora global do Banco Mundial e especialista em políticas educacionais, o modelo metade presencial e metade EAD pode ser uma alternativa para garantir a formação prática, em sala de aula, e dar a flexibilidade de ofertas disciplinas mais teóricas à distância. “Não é errado o EAD. O EAD bem feito não só ampliou as chances de acesso ao Ensino Superior como pode ter qualidade, em geral”, avalia.

Nesse cenário, diz que o Ensino Superior precisa ser pensada também para adultos que trabalham. Afinal, parte desses graduandos tem horários mais restritivos e perdem muito tempo diariamente em deslocamentos, por vezes de bairros periféricos ou outras cidades.

Já Márcia Lopes Reis, professora da Faculdade de Ciências da Unesp Bauru, destaca que a necessidade da experiência presencial é maior nas licenciaturas por ter uma grande demanda de formação prática, como na medicina, por exemplo. “Um grande problema (do EAD) é o fato que você não vivencia, a relação teoria e prática fica um tanto quanto desconectada. É verdade que tem o momento do estágio, mas costuma ser muito separado e, inclusive, com horas a menos, do que um processo em modo híbrido."

A pesquisadora salienta, ainda, que as próprias experiências vivenciadas na pandemia e o avanço tecnológico têm exposto novos desafios ao ensino. “Agora, que nós temos acesso à Inteligência Artificial Generativa, que problemas novos serão colocados? Muitos deles nem conhecemos ainda. O fato de estar à distância dificulta vivenciar novos problemas que estão surgindo com o advento de tecnologias revolucionárias”, analisa.

Por outro lado, Márcia diz que o EAD pode ser uma boa alternativa de formação complementar, como uma segunda graduação ou um curso de aperfeiçoamento. Para exemplo, cita experiências no Canadá, nos Estados Unidos e partes da Europa e Ásia.

Já a coordenadora de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Natália Fregonesi, salienta que a formação do professor deve ser marcada pela aprendizagem de como transformar o conhecimento em atividades significativas de aprendizagem. “Ter habilidades relacionais é importante, mas não se aprende só numa tela de computador, assistindo vídeos e lendo textos”, diz.

Em situações específicas, contudo, avalia que um ensino predominantemente à distância poderia continuar, como no caso de áreas remotas, por exemplo. “Hoje, o EAD não é mais a exceção, é a regra. E não pode ser a principal estratégia para o País formar seus professores”, argumenta.(Do Estado de SP)

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