O assunto do momento é sobre esse jogo mortal nas redes sociais, mas o que significa isso?
Explico: é um “jogo” online onde desafios são lançados e os participantes são levados a realizarem 49 tarefas para se prepararem para a última, que é o suicídio. Isso ocorre em um grupo fechado do Facebook, depois mensagens são enviadas no WhatsApp do participante, levando o mesmo a realizar tarefas que envolvem de automutilação, ouvirem músicas psicodélicas, assistirem a filmes macabros e de suicídios durante a madrugada, a realizarem cortes em seu corpo com o desenho de uma baleia e colocarem fotos em seus perfis das redes sociais com a baleia azul.
Mas porque isso acontece? Adolescentes com tendências suicidas da nossa época, por falta de atenção dos pais, que hoje só pensam em trabalho e em “dar” de tudo para os filhos, que se isolam e entram em depressão despercebida por seus responsáveis, falta de diálogo em casa, entre outros motivos.
Aqui no Brasil isso está se escancarando agora, mas esse jogo teve início na Rússia no final de 2015 e se espalhou pela Europa e agora chega batendo em nossas portas, em nossas cidades vizinhas, Bauru, Jaú, Marília e agora em Botucatu.
Todos nós já ouvimos, lemos, assistimos diversas reportagens sobre o assunto da mídia, mas o que interessa agora é desprezarmos as piadas que estão viralizando nas redes sociais e prestarmos mais atenção em nossos filhos, sobrinhos etc..., isso é um grito de socorro, forma de demostrar que o psicológico de nossos adolescentes pede ajuda.
Nesse grupo macabro no qual as pessoas são levadas a jogarem a Baleia Azul, existe um comandante, um psicopata que é chamado de “curador”, o administrador do grupo, que manipula e utiliza do sofrimento mental do participante, para fazê-lo realizar os desafios e chegar no óbice de retirar a sua própria vida.
No mundo jurídico, esse mentor poderá ser responsabilizado criminalmente, seja por indução ao suicídio ou até mesmo pela responsabilização das lesões corporais realizadas pelos participantes.
Você que é pai, mãe ou responsável legal por um adolescente, deve saber que a melhor prevenção é o diálogo e a percepção da mudança de comportamento de seu filho.
Converse, e caso perceba algo incomum, tais como lesões pelo corpo, distúrbio do sono e agressividade sem motivo, converse com ele, verifique seu relacionamento virtual, e caso desconfie de algo que possa estar relacionado com esse “jogo” procure as autoridades policiais e tratamento médico para o provável participante desses desafios.
Por Anelissa Bonifácio Mazetti. ***É advogada e educadora no ensino infantil.













