Por Assis Châteaubriant - Assistindo a Sessão de Câmara de Avaré, na última segunda-feira, notei que alguns vereadores citaram muito os tais ‘ 100 dias’ de governo do senhor prefeito Joselyr Benedito.C.Silvestre.
Acredito que todos que mensuraram tal numerário saibam que estavam fazendo uma analogia com a queda do imperador francês Napoleão I, que na Batalha de Waterloo ocorrido a 18 de Junho de 1815 perto de Waterloo, na atual Bélgica sucumbiu ao exército da Sétima Coligação. Tal confronto marcou o fim dos Cem Dias e foi a última batalha de Napoleão; a sua derrota terminou com o seu governo como Imperador.
Deste modo, os tais 100 dias viraram este tipo de analogia para todos os governos, não só em Avaré, mas na política em geral. Se raciocinarmos pelo lado histórico, veremos que nada tem a ver os 100 dias com uma administração do século XXI.
Um governo não se mede pelo número 100, mas sim, pela sua programação e planejamento, antes mesmo de assumir o governo, pois tem quase três meses para reunir talentos e assessores para uma boa administração.
Depois de assumir tem a obrigação de já ter todo o planejamento em mãos e começar a realizá-lo. Em nossa cidade, infelizmente, ainda estamos carentes em muitos setores. Isso não vem de hoje. A administração precisa ter um plano de ação de curto espaço de tempo e outro para um período mais longo de espaço de tempo, onde poderá lograr ações maiores que beneficiem a população.
A curto tempo, se chama saúde e educação. Estes dois requisitos são de extrema importância. A saúde – especialmente – tem que estar num curto espaço de tempo com tudo encaminhado. Não é fácil administrar (acredito) o sistema de saúde de Avaré, principalmente por não ser informatizado. A demanda da saúde é algo estrondoso – e atende uma população que precisa de remédios, médicos, além, e, pincipalmente de um Pronto-Socorro com condições e bem-administrado.
A saúde do município não tem mostrado nada até agora. Com mais dos tais 100 dias, faltam remédios, médicos, o Pronto-Socorro continua a funcionar da mesma maneira, a UPA está virando um sonho, unidades de saúde paradas, enfim, um vasto clima de administração pública de saúde em nível péssimo.
Com 100, 200 ou 300, o prefeito tem que mudar o quadro nefrálgico que se encontra o sistema público de saúde de Avaré. E isso, infelizmente, nós não temos visto.
Chatô é escritor.













