Por André Luis - Marcel Proust afirmou que a verdadeira viagem de descobrimento não consiste em buscar paisagens novas, mas sim em ter novos olhos.
A vida deve ser plantada. O nada não nasce do nada. Plantamos e demoramos muito para colher.
Quem planta bondade, colhe alegria e satisfação. Quem planta maldade recebe toda a maldade de volta. Isso pode demorar, mas um dia acontece.
Existem três tipos de vida: os bons, os maus, e os perseguidos – este último tem que viver sempre tentando plantar o bem.
A vida é como um jardim. Um dia chove, outro faz frio. Um dia a grama seca, outro dia a rosa morre; ou seja, somos sujeitos às intempéries do tempo, assim como é a vida.
Um dia estamos bem de saúde, outro não tão bem. Passamos agonias e desesperos. Choramos e rimos. Os sentimentos são inerentes ao ser-humano. O rico não é mais feliz que pobre. Pode ter uma vida mais fácil e confortável, mas está sujeito às mesmas doenças e enfermidades do espírito que o pobre.
Somos seres tão-imperfeitos, que conseguimos fazer o mal ao nosso semelhante.
O ser-humano, em geral, é egoísta. Seu problema sempre é maior que do semelhante. Ele não liga para o outro no sofrimento.
Existem sim pessoas abnegadas e imbuídas de cuidar e auxiliar outros espíritos, mas, infelizmente eles são tão poucos, que o mal domina o mundo.
Vivemos guerras, fome, crianças morrendo como a da Síria, comida sendo jogada fora, enquanto milhões passam fome.
A vida nossa é um canteiro de jardim. Se plantarmos rosas sentiremos seu aroma e veremos sua beleza. Se plantarmos a maldade, não veremos e nem seremos nada.
Precisamos atualmente ter olhos novos, caso contrário, estaremos destinados a autodestruição.













