Pesquisador, poeta e cronista Gesiel Júnior, autor de uma série de obras sobre a história de Avaré, é o mais novo integrante da Academia Sorocabana de Letras. Ele foi recebido como sócio correspondente da instituição em cerimônia realizada na última terça-feira, na Biblioteca Infantil Renato Sêneca de Sá Fleury, no centro de Sorocaba. Na ocasião, deu-se ali também a abertura da exposição "Djanira, suas cores e crenças", que reúne peças do colecionador Gilberto Fernando Tenor.
"Agradeço aos acadêmicos de Sorocaba, em especial ao escritor Geraldo Bonadio e ao pesquisador Gilberto Tenor, pelo convite para integrar essa instituição que prima pelo cultivo das letras e das artes", afirmou Gesiel, que recebeu o diploma das mãos da autora sorocabana Maria Aparecida Almeida Dias de Souza.
"Nos últimos 20 anos, maturado por contraditórios sentimentos – declarou o novo acadêmico – tive a ventura de publicar vários títulos, quase todos, entre biografias e ensaios, voltados ao resgate da memória regional. Assim, Deus querendo, pretendo permanecer até o meu último poente: escrevendo!"
Biógrafo
Aos 53 anos, o novo acadêmico é santa-barbarense e se considera autodidata, embora tenha cursado Filosofia e Teologia no Seminário de Botucatu e História na Faculdade de Ciências e Letras da Fundação Regional Educacional de Avaré (Frea).
Autor de 31 livros, Gesiel Júnior é biógrafo da pintora Djanira e também biografou personalidades como o médico e político Paulo Dias Novaes, o pioneiro Maneco Dionísio, os padres Celso Ferreira e Emílio Immoos, além de ter registrado em livro a passagem de Santa Paulina por Avaré.
Membro correspondente da Academia Botucatuense de Letras desde 2014, o pesquisador é casado com a professora de História Regina Célia Gonçalves e é pai do historiador Gesiel Neto, recém-formado pela Unesp de Assis, e do tecnólogo Lucas da Fonte Silva. "Em casa o resgate da memória regional nos entrelaça", revela, ao comentar seu empenho na produção de mais três livros sobre o tema.













