Por Assis Chateaubriand:É engraçado dizer, mas o atual prefeito foi eleito, em minha ótica, para administrar o “caos” - e ele assumiu o risco. Avocou uma prefeitura administrativamente sem esteios, e ou abandonada. Barchetti conseguiu muitas obras para Avaré, senão foi o maior prefeito neste quesito. Entretanto, infelizmente não teve um tino administrativo mais aguçado e competente.
Poio assumiu. Passou um primeiro ano lastimável, sem dizer o segundo. Nada fez além de quitar contas, e muito pouco na área de infraestrutura. No terceiro ano parece querer dar uma arrancada para entrar no derradeiro ano com obras e planos em execução. Pode ser até tarde, pois já se especula pela vasta cidade que Poio Novaes caminhou trôpego e lentamente nestes, quase, três anos como alcaide.
Deu importância a coisas que não devia, e deixou muitos detalhes e ocorrências importantes, de lado. FHC dizia que administrar era elencar prioridades.
Noves fora, não consegui até hoje saber qual foi a prioridade de Poio, todavia imaginei que seria a Saúde, no entanto, não foi. Deixou passar em brancas nuvens os avareenses num Pronto-Socorro sem condições adequadas de atendimento mínimo à população.
Ao administrar o caos, Poio se embaralhou no próprio caos, ao deixar-se se influenciar por pessoas ao “seu lado” sem visão de administradores (formou um grupelho farsesco que o afunda a cada dia). Poio poderia ter sido, sem exagero, um “estadista” que poria Avaré nos eixos e alavancaria o município. Não conseguiu e não fez, patinou, pouco saiu do lugar, perdeu aliados importantes que já dizem que não subirão no palanque de Poio na próxima eleição.
Com isso o atual prefeito tem poucas e boas chances de ter grandes dificuldades eleitorais, caso surjam adversários de peso.
Poio precisa acordar a tempo de sair de seu berço esplêndido, e, com isso, dar uma guinada na Saúde, que é péssima, precisa ser mais acessível à população, e, tentar, ao menos, ser mais prefeito.
Chatô é escritor.













