Se o tom do governador tucano Geraldo Alckmin (SP) subiu em relação ao pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT), isso ainda não se deu publicamente. Na semana seguinte ao anúncio da abertura do processo que visa a derrubar a petista da Presidência, o governador de São Paulo voltou a ficar em cima do muro em relação ao tema, ignorando questionamentos a respeito após evento realizado no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, na noite desta segunda-feira.
Como vem sendo desde o início do ano, a postura de Alckmin se mostra mais uma vez distante daquela abraçada pelo presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), que, após um período de críticas mais amenas, passou a apoiar o impeachment às vésperas dos protestos anti-Dilma de agosto.
"Eu queria deixar claro que o impeachment é previsto na Constituição, e a Constituição não é golpista", disse Alckmin em entrevista-relâmpago a jornalistas.
"A situação do País é gravíssima. Não vivemos mais nem recessão, o que temos é uma depressão econômica. É preciso reagir e rápido para recuperar. [Quanto ao impeachment] é uma questão que o Congresso vai analisar", afirmou o tucano durante evento do Lide (Grupo de Líderes Empresariais).
Apesar de ter citado de forma crítica a defesa da presidente e de sua base aliada de que o impeachment seria "golpista", Alckmin evitou ir além e sequer sinalizou um posicionamento a respeito.
Além de Aécio, outras lideranças de peso do PSDB já se posicionaram favoráveis ao impeachment, como o senador Aloysio Nunes e José Serra. Meses atrás, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em evidente mudança de discurso em relação a meses antes, afirmou que Dilma deveria ter a "decência de renunciar". Alckmin, por ora, opta por se manter distante de qualquer polêmica.













