O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, impôs uma série de condições para dar andamento à PEC que prevê o fim da escala 6x1, o que deve adiar a votação da proposta para depois das eleições de outubro. Entre as exigências do parlamentar estão uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um acordo para a escolha do relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a realização de alterações no texto original. Alcolumbre defende a inclusão de propostas da oposição e do setor produtivo, como a permissão para o pagamento do trabalho por hora mediante acordos individuais e a manutenção da escala atual para setores específicos, como o de serviços.
Como qualquer modificação no texto aprovado pela Câmara exigirá uma nova rodada de votações entre os deputados, o cronograma tornou-se inviável para o curto prazo. Alcolumbre tem sinalizado que não pretende acelerar o debate, resistindo aos prazos da CCJ, cujo presidente, Otto Alencar, pretendia votar a matéria ainda na primeira quinzena de julho. Com o esvaziamento do Congresso devido às festas juninas, o recesso informal a partir de 17 de julho e o subsequente período eleitoral em agosto, aliados do governo já calculam que a tramitação só ganhará fôlego no segundo semestre.
Além das divergências sobre o mérito da proposta e a escolha do relator, o travamento da PEC reflete o clima tenso entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. A relação entre o senador e o presidente Lula está estremecida desde o ano passado por questões de indicações ao STF e, mais recentemente, por reportagens que questionam a confiabilidade do parlamentar. Alcolumbre também se queixa de uma suposta campanha que tenta colocar o Congresso contra a população e subiu o tom no plenário contra acusações de corrupção, afirmando que não aceitará chantagens ou pressões para arcar sozinho com o desgaste político de segurar pautas de grande apelo popular.(As informações são do jornal A Folha de SP)













