Mais de cinco toneladas de drogas foram apreendidas em rodovias da região de Itapetininga (SP) este ano, segundo dados da Polícia Militar Rodoviária. Entre Tatuí (SP) e Avaré, por exemplo, já foram registradas 26 ocorrências, o que fez com que 5.805,657 quilos de drogas, entre elas maconha, cocaína e haxixe, fossem apreendidos. Já entre Itapetininga (SP) e Itapeva (SP), quase uma tonelada de maconha foi apreendida este ano durante fiscalizações.
Segundo o tenente da PM Rodoviária Renê Ribeiro da Silva, as apreensões realizadas em seis meses já superam o número registrado durante o ano passado inteiro entre as cidades de Tatuí e Avaré.
A apreensão mais recente foi no quilômetro 187 da Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Itapetininga (SP). Um motorista de um bitrem foi preso com 900 quilos de maconha escondidos no meio da carga de soja.
Porém, apesar de algumas apreensões terem sido na Raposo Tavares, a maioria foi registrada na rodovia Castello Branco (SP-280). Em Avaré, um motorista de 21 anos foi preso após ser flagrado com 94 quilos de maconha no quilômetro 248 da Castello Branco, no mês de abril. Em maio, uma paraguaia de 65 anos foi presa com quatro tabletes de haxixe e um boliviano de 36 anos foi flagrado com 10 tabletes de pasta base de cocaína.
Para o policial, as apreensões acontecem com mais frequência na Castello Branco porque ela é a principal via que liga a região sul do país e o Centro-Oeste com a capital.
“A rodovia Castello Branco é uma ligação do país para São Paulo e Rio de Janeiro. As drogas estão vindo principalmente dos Estados do Mato Grosso e do Paraná, que fazem divisa com Foz do Iguaçu e também com o Paraguai. É onde vem a maior parte das drogas que abastecem os grandes centros, São Paulo e Rio de Janeiro. Então, apesar de nós termos outras rodovias que também fazem esse trajeto, como a Raposo Tavares e a Marechal Rondon, a grande maioria acaba passando pela Castello Branco”, afirma.
Ainda segundo o tenente, a maior dificuldade dos policiais rodoviários durante as apreensões é que os entorpecentes são transportados escondidos em cargas de caminhões ou em um fundo falso, além de carros e ônibus. Ele afirma que, se o número de apreensões cresceu porque a quantidade de drogas passando pelas rodovias também aumentou.(Do G-1)













