Por Assis Châteaubriant - “O homem é um enigma. É preciso decifrá-lo, e ainda que passe a vida toda para decifrá-lo, não diga que perdeu tempo; eu me dedico a esse enigma, já que quero ser um homem. ”
Filósofos destacam muito a frase acima descrita, por tentarem cada vez mais, entender o ser-humano, ou o homem, seja masculino ou feminino.
Não existem pessoas iguais no mundo. Isto é algo que nos leva a crer na onipotência de algo, ou na potência que não conseguimos decifrar.
Aristóteles afirmava que a existência concreta do Ser deve ser garantida, mas sem que se negue o movimento encontrado na natureza. Ou seja, o Ser pode, pois, possuir determinadas características em um momento e outras características diversas em um momento diferente.
O homem é algo inexplicável materialmente. Não há como os filósofos conseguirem perscrutar toda a essência da vida de um Ser, pois tal como ele é, pode mudar em outra ocasião. O que quero dizer com isso, simplificando, é que o homem, nada mais é do que uma metamorfose ambulante.
Num determinado momento de sua vida, ele age de certa forma; enquanto com o passar do tempo, e, consequentemente seu envelhecimento, pode adquirir experiências que o levem a se comportar de maneira diferente do que era antes.
Verdade seja dita, a sociedade molda o homem, pois ele é inserido sem pedir em determinado local. É neste local que o Ser começa a ser construído. Assim, nunca um brasileiro, será igual ao alemão ou a um muçulmano. O fator social é uma grande chave que emoldura o homem conforme seu local de habitat.
A vida é igual para todos no sentido metafísico (somos todos iguais na essência ontológica). E a partir daí, existe a escolha entre Deus e o Mal em todos os pontos do planeta.
Decifrar o homem, é uma tarefa impossível. Dado sua posição social e lugar onde sobrevive. Em essência o homem é igual – amor, ódio, compaixão, sofrimento – entretanto, cada um a seu modo e visão de mundo. Ontologia (o estudo do Ser) está longe de conseguir exarar uma fagulha do ser-humano como ser que existe, pois o próprio Ser, é autotransformador de suas próprias atitudes e vida. Ou seja, não existe um Ser definido, mas sim um Ser, pré-definido, em essência, mas não na sua totalidade.
O homem será sempre um ator na massa social. Explicar sua existência e tentar moldá-lo como Ser, é uma definição totalmente impossível. Cada Ser é um, e este ‘Um’ nunca será igual a qualquer outro Ser.
Somos, deste modo, seres absolutamente únicos, díspares e, ao mesmo tempo, análogos.
Chatô é escritor.













