A Comissão Especial da Saúde ouviu na manhã de quinta-feira, 27, os responsáveis pela distribuição de medicamentos nas farmácias públicas de Avaré, Juarez Marchetti (Farmácia Popular) e Denise Cristina Oliveira Lopes (Farmácias da Prefeitura).
Composta pelos vereadores Marcelo José Ortega (Presidente), Ernesto Ferreira de Albuquerque, Rosângela Paulucci, Edinho da Farmácia e Bruna Silvestre, a Comissão se reuniu no plenário da Câmara de Vereadores e contou com a participação do vereador David Cortez.
Foram duas horas de sabatina sobre a gestão, controle e distribuição de medicamentos aos usuários do SUS em Avaré. De acordo com a chefe das farmácias da rede municipal de saúde um pedido de licitação para aquisição de medicamentos para abastecer o estoque foi encaminhado no mês de fevereiro desse ano, porém muitos itens ainda não foram comprados devido a alguns lotes não receberem propostas de distribuidoras ou laboratórios. A prefeitura realizou novo pregão e uma nova tentativa de aquisição, mas o certame restou deserto. “A aquisição toda centralizada na Secretaria da Saúde ajudaria, mas não sei se resolveria todo o problema”, argumenta Denise.
Ainda segundo Denise, a responsabilidade do fornecimento de alguns itens de alto custo é do Governo do Estado e quando não há esse fornecimento o usuário aciona a Justiça contra a Prefeitura para obter o remédio para seu tratamento, o que resulta em uma sobrecarga para o município que acaba arcando com uma obrigação que é do Estado.
Já o diretor da Farmácia Popular de Avaré, Juarez Marchetti, disse que a procura pela unidade aumenta quando os usuários não encontram o medicamento nos postos de saúde. “Existe um aumento proporcional na busca de medicamentos na Farmácia Popular devido à falta na rede municipal”, afirma.
A estrutura do município conta com uma farmácia em cada uma das 12 unidades básicas de saúde. Para Denise “a falta de profissionais nas farmácias é outro ponto crítico. Itapeva, município do porte de Avaré que será visitado nos próximos dias pela Comissão Especial da Saúde, conta com cinco farmácias, o que favorece o controle e distribuição. Uma das medidas discutidas é diminuir o número de farmácias e ampliar o horário de atendimento aonde a demanda for maior”.
Informatização da Saúde
Questionada pelos integrantes da Comissão Especial da Saúde sobre os benefícios de economia e gestão que o município pode alcançar com a total informatização da saúde, especificamente no controle e distribuição dos medicamentos aos usuários, Denise disse que é “imprescindível” e urgente.
O vereador Marcelo José Ortega pediu uma força tarefa para instalar a tecnologia e o software do Ministério da Saúde. “Uma ligação de internet custa cerca de R$ 55,00 e não pode ser um impeditivo parta informatizar a saúde. Esse problema é pequeno diante do grande benefício que o município terá”, disse Ortega.
Usuários
A Comissão Especial da Saúde visitará usuários para questioná-los sobre a qualidade do atendimento nas farmácias. O objetivo é ouvir os dois lados e cruzar as informações. Para a vereadora Rosângela Paulucci “nunca se gastou tanto e nunca tivemos tanta reclamação dos usuários que se queixam da falta de medicamentos na rede pública.”
A próxima reunião da Comissão Especial da Saúde será na próxima quarta-feira, dia 02 de setembro, com os responsáveis pelo disk saúde e agendamento de exames
Para Marcelo Ortega, “esse trabalho inicial tem a finalidade de aprofundar o conhecimento sobre a Saúde Pública em Avaré e fazer um comparativo com outras realidades e identificar os pontos críticos e propor soluções concretas”.













