A energia elétrica voltará a pressionar o bolso do consumidor neste ano. Segundo projeções de consultorias e bancos, a conta de luz deve fechar 2026 com alta entre 5,1% e 7,95%, percentual superior à inflação projetada de 3,95% para o período.
O principal motivo para o aumento é o cenário climático desfavorável. Com o baixo nível dos reservatórios das hidrelétricas, o governo precisará acionar usinas termelétricas, que geram energia mais cara. Esse custo extra é repassado ao consumidor.
Outro fator que pesa no bolso é o crescimento dos subsídios incluídos na tarifa. Em 2026, os brasileiros pagarão cerca de R$ 47,8 bilhões em subsídios ao setor elétrico, valor 17,7% superior ao cobrado no ano passado.
Há ainda o risco de acionamento das bandeiras tarifárias vermelhas, que aplicam taxas extras na conta. A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño, que causa seca no Norte e Nordeste, pode agravar a situação. Atualmente, a bandeira está verde, sem cobrança adicional.
A consultoria PSR, que projeta alta de 7,95% para a tarifa residencial, alerta que algumas regiões podem ter aumentos mais expressivos que outras, dependendo das condições locais de geração e distribuição de energia.













