Por Assis Châteaubriant – Na política se veste as cores que mais interessam a quem? À população? Claro que não. Quem veste algo, veste para si e para seus asseclas. Infelizmente ainda na cultura brasileira, a política é a arte de manipulação da massa em favor de quem quer e detém o poder.
O poder nada mais é do que uma ínfima parcela de beneficiados que comandam uma estratosfera de outras pessoas, a maioria alienada, que serve para ser manipulada como bem entender para àqueles quem estão no poder.
Enviaram um e-mail falando do poder. Pois é, o poder é basicamente quase isso. Se formos entrar na seara real, teríamos que escrever umas 200 páginas. A estrutura são os trabalhadores e a superestrutura os poderosos, àqueles que tem o poder de decidir o que o leitor vai comer, pagar ou se vai engolir sapo. Pois quem engole sapo mesmo é a classe trabalhadora.
Não existe lugar em que isso seja diferente. Mesmo em Sucupira, onde ninguém morre e Odorico Paraguaçu nunca consegue inaugurar seu cemitério, as coisas correm da mesma forma e trejeito.
Sucupira é assim, bem como Rio Novo é do mesmo modo. Em Rio Novo, a política ganha cada vez mais contornos diferenciados. Um prefeito que não tinha base na Câmara, agora, conquista um pouco mais de alicerce. Foi sua ideia? Duvido. Não tem mente para isso.
Em quase 100 dias, os rio-novenses não tem remédio ainda, os buracos continuam buracos, ou seja, nada mudou. Só as reclamações e a dialética imbecil de alguns, se calaram. Parece que chegou o salvador da pátria rio-novense.
Mas muita calma senhores. Teremos muitas novidades pela frente. Desde secretários nomeados, até àqueles que não aguentarão o tranco e pedirão o boné. A administração rio-novense é tão igual ou pior que Sucupira, mas o povo, ah, o povo, este dá mostras, de não saber ainda para que lado ainda quer rumar. Parece não terem formado opinião sobre o prefeito seu Moço ou Odorico Paraguaçu, mas o cemitério por estas bandas já está lotado, e ninguém mais fala no assunto. Será que parou de morrer gente nestas bandas sacrossantas?
É isso. Os rio-novenses e sucupiranos engolirão a seco por algum tempo, pois ainda estão com medo do escuro.
Ah, o Tempo. Quase ia me esquecendo... Sim...Senhor absoluto da Razão!
Enfim, como dizia Friedrich Nietzsche, “Eu não sei o que quero ser, mas sei muito bem o que não quero me tornar”.
Chatô é escritor.













