Déjà Vu (Já Visto) ed. 24/01/2015
por: Carlos “Cam” Dantas
Uma Irresponsabilidade sem Limite! Fato! O último feriadão continua gerando polêmica na Estância Turística de Avaré. Não porque ocorreu outra morte por afogamento, como aquela criticada empolgadamente na edição de 07/11/2009 pelo turismólogo Fernando Alonso na coluna “Turismo com Café”, de sua autoria, no Jornal “A Voz do Vale”, apesar desta triste ocorrência ser atualmente uma questão de tempo para ser registrada novamente, eis que o ponto crítico no Balneário Costa Azul, nas imediações do DER, continua sem sinalização e fiscalização, principalmente em dias de feriado prolongado. No momento o fato que abriu precedente para uma polvorosa discussão na comunidade local diz respeito a covarde, absurda e lamentável agressão sofrida pelo cidadão “Sergião Bradesco”, um ex-funcionário do banco como era popularmente conhecido, durante os festejos de réveillon, logo após a concentração popular para apreciar a queima de fogos na orla da represa, evento promovido, principalmente, pelos hotéis e condomínios, pois a Secretaria de Turismo quebrou a tradição e foi negligente mais uma vez.
_________________________________
Sergio, em face da violência sofrida, correu risco de vida como consequência das tijoladas que o atingiram no peito e na cabeça, desferidas por uma turba sob o efeito do álcool e de drogas. E de onde veio o tijolo; de alguma reforma de casa residencial? Não! Veio dos montes estocados ao longo da Avenida Costa Azul, local da briga, irresponsavelmente ali deixados, juntamente com caibros e pontaletes, desde que as obras da 1ª etapa da Construção do Calçadão foram paralisadas, no ano passado. Assim exposto a pergunta que não quer calar versa sobre um novo feriado prolongado que se avizinha – o período do Carnaval – e quais as medidas preventivas que serão tomadas. Será que vão limpar as calçadas com seus milhares de tijolinhos coloridos que seriam (ou deveriam ser) aplicados no Calçadão? Sendo que também os restos de madeira e de ferragens devem merecer igual cuidado. Em não ocorrendo, será que o Corpo de Bombeiros irá liberar a área para o Carnaval, mesmo que durante o dia? Com a palavra nossas “otoridades” de plantão dentro do setor responsável da atual administração. Sem falar no quadro de segurança que deve ser reforçado, tanto que no triste episodio de agressão que vitimou Sergio Aparecido Valeriano, amigos e familiares até pensaram em acionar na Justiça o Poder Público Municipal, particularmente os Secretários de Turismo e a de Obras pelo crime de responsabilidade em face desta verdadeira tentativa de homicídio (no caso dos agressores, o qualificado - art. 121 §2º - por motivo fútil, torpe ou outro meio insidioso ou cruel e quanto ao município, o culposo - art. 121 §3º - quando o agente não queria o resultado, porém este poderia ser previsível). A prevenção é preciso! Quanto a estrutura do Camping tão mencionada no artigo do hoje Secretário Fernando há 5 anos atrás, tudo continua como “dantes no quartel de Abrantes”. Ou talvez pior!
Assim posto, vamos ao nosso “Déjà Vu Tupiniquim”,. Começa assim: O último feriadão está rendendo polêmica na Estância Turística de Avaré. Isto porque infelizmente ocorreu uma morte por afogamento de um turista no Camping Municipal, fato que abriu precedente para uma polvorosa discussão na imprensa local. Muitos perguntam: quem é o culpado da morte deste rapaz? Foi imprudência da vítima ou erro da Prefeitura Municipal de Avaré em não resguardar as vidas que estão às margens da Represa de Jurumirim, num espaço administrado pelo poder público, destinado ao lazer? A Secretária Municipal de Turismo, Márcia Sales Falanghe em entrevista ao Jornal Interativa FM, declarou que contratou “do próprio bolso”, salva- vidas para tentar solucionar a falta de segurança da área destinada a banho no Camping. No entanto o “esforço” não surtiu efeito. A verdade é que esta fatalidade expôs de maneira clara a falta de estrutura que se encontra o Camping Municipal de Avaré. E os problemas não são novos e não foram criados por este ou aquele prefeito e seus respectivos secretários de turismo. Há décadas que o Camping Municipal carece de uma completa reestruturação física e administrativa, à altura da importância que este atrativo turístico tem para a cidade.
_________________________________
No que tange à infraestrutura, a necessidade de intervenção é urgente: reformar e ampliar banheiros, vestiários, lavatórios, quiosques com churrasqueiras, melhorar a iluminação local, são algumas das demandas. Cadê a conclusão das obras do badalado farol e restaurante panorâmico? Hoje os turistas enfrentam dificuldades para comprar lanches e demais bebidas no local. Imaginem essa cena, numa Estância Turística! A adequação de infraestrutura no Camping Municipal pode ser feita mediante a apresentação de projetos no DADE - Departamento de Apoio ao Desenvolvimento das Estâncias – já que Avaré recebe mais de dois milhões por ano, a serem investidos em obras importantes para seu desenvolvimento turístico, pelo fato de ser Estância Turística. Acontece que é o prefeito municipal que determina aonde se vai injetar este dinheiro, de acordo com suas prioridades. Neste ano o dinheiro vai para rodoviária, para o arenão e para a cobertura da pista de provas no Parque Fernando Cruz Pimentel. Teremos que aguarda a vez do Camping Municipal. No que se refere à administração do Camping Municipal, podem se notar avanços, sobretudo no controle de pagamentos dos campistas. No entanto os valores arrecadados deveriam voltar na forma de investimentos, sobretudo de pessoal, problema que gerou toda essa polêmica da semana. Como pode uma área de lazer pública famosa, de grande movimento popular, que existe há décadas não possuir em seu quadro de funcionários salva-vidas para prestar os primeiros socorros num eventual acidente? Existe o seguinte argumento: não cabe à prefeitura e sim ao Corpo de Bombeiros a segurança nos rios e praias de água doce, tal como é feito no litoral. Desconheço se essa informação procede, mas sei que tudo é uma questão de bom senso. É uma falta grave, já que implica com a segurança de pessoas que estão ali para se divertir. Nenhum gestor público se preocupou com isso até hoje e este tipo de omissão já custou várias vidas. Qual o motivo da inoperância? Falta de recursos ou boa vontade?
_________________________________
É bom esclarecer aos leigos: as altas verbas estaduais liberadas para Avaré, através do DADE, não podem ser utilizadas para contratação de funcionários ou empresas deste gênero, pelo fato destes recursos serem destinados exclusivamente para melhorias em infraestrutura física. Isto é lei, é exigência do Estado. Portanto não é correto quando algumas pessoas afirmam que este dinheiro poderia ser utilizado para pagamento de salva-vidas. A verba para esta finalidade deve sair dos recursos próprios do município, que são anualmente destinados para a pasta do Turismo. Pressionado pela opinião pública, parece que a Prefeitura Municipal de Avaré, está tomando algumas providências para resolver o problema. Ainda não foi divulgada de qual forma isso se dará, por concurso público ou por contratação de empresa especializada. Esta morte por afogamento não foi a primeira e nem será a última que acontecerá no Camping Municipal, isso porque fatalidades acontecem com ou sem salva-vidas, pois são vários os motivos que levam a este tipo de acidente, o excesso de bebida alcoólica é apenas um exemplo. Vamos aguardar as atitudes que serão tomadas pelo chefe do executivo avareense e pela Secretária Municipal de Turismo e torcer muito para que seja solucionado mais este problema na Estância Turística de Avaré.













