Por André Guazzelli – A vida segue um rumo que é ditado por nossas ações. Nossos erros e fracassos são colhidos por ações erradas, que, muitas vezes praticamos sem dolo ou culpa, ou inconscientemente. Mas a vida cobra um preço alto de nossos erros. Já acertar é nossa mera obrigação.
Você não pode errar, mas tem a obrigação de sempre acertar. Na estafa da nossa sociedade atual, onde cada um é mais um concorrente do que um amigo, vivemos tempos sombrios. Não há mais estórias, apenas histórias. Não há mais família, mas um agregado desordenado. Não há mais paz, mas drogas e álcool. Não há mais respeito, mas apenas o ‘eu’. O homem, lobo do próprio homem se consome sem se dar conta de que está autodestruindo-se.
Perguntaram-me, certa vez, se acreditava em Deus, e eu disse que não sabia. Dias, semanas passaram, e depois disso voltei à igreja. Sentei-me ao lado do altar e contemplei a imagem de Nossa Senhora da Dores.
Nesse meio tempo, questionei Deus dos porquês de tantas frustrações, de tantas derrotas, de tanta gente fazendo o mal a outros. Mas Deus, não me disse os porquês.
De repente, meu celular vibrou, e vi uma mensagem com a foto de Jesus, que dizia:
“Eu pedi para Deus tirar meus vícios, e Ele disse, não. Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles. Eu pedi a Deus para me dar felicidade. E Ele disse, não! Eu dou bênçãos, felicidade depende de você. Então, eu pedi a Deus pra me livrar da dor, e ele disse, naaaaão. Sofrer te leva pra longe do mundo e te traz pra perto de Mim!Então desesperado, eu pedi a Deus felicidade para apreciar a vida e Ele disse mais uma vez disse, não. Eu te darei a vida para que aprecie todas as coisas.
Finalmente pedi para amar os outros como Ele amou, aí então Ele me disse, ahhh... então você entendeu tudo agora. Você pode ser só um para uma pessoa, mas muito para muitas pessoas”.
Terminei de ler a mensagem, fechei o celular. Estava frio naquela manhã. Dei adeus à Deus e voltei para minha casa. Ao abrir a porta, lá estavam meus três amigos fiéis, meus companheiros ... meus cãozinhos.
Olhei-os e eles faziam a mesma festa como se eu tivesse partido há tantas horas. Vi em seus olhares a felicidade de minha chegada, e, notei neles, que, em seu âmago, eles amam a nós muito mais que a si mesmos. Vi ali, nos três, um presente de Deus que me respondia a todas as minhas indagações.
Simplesmente: Amor.
André Guazzelli é escritor.













