O jornalismo, em sua gênese democrática, deveria atuar como o "cão de guarda" da sociedade.
Contudo, assistimos hoje em Avaré um fato interessante ( nada salutar para a liberdade de imprensa) onde uma cidadã vai à Câmara e expõe um fato constrangedor, um veículo de imprensa usando meios para atingir políticos e fomentar através de um grupo de Whatzapp , fazendo ou usando pessoas para fins políticos, para depois tornar seu papel, que deveria ser de noticiar e denunciar, mas o usa para que possa fazer sua própria denúncia usando meios escusos, para criar uma CPI usando e manipulando as pessoas, através de influência do próprio órgão de imprensa, montando toda a rede e fazendo-se de ilibada , mas usando a mão do cidadão, convencendo-o que está lutando por liberdade, mas faz o caminho inverso, ao tanger o que na imprensa é um crime — repetindo, usando pessoas para seus próprios fins.
A transformação de veículos de comunicação em vetores de anomia social. É um dos métodos mais perversos dessa prática é a autoproclamação do comunicador como o único paladino da moralidade. Ao converter a crítica à gestão pública em um ataque sistemático e desprovido de contraditório, o veículo abdica de sua função informativa para exercer uma doutrinação pelo medo.
Nesse cenário, o "combate à corrupção" é frequentemente instrumentalizado como um escudo retórico. Embora seja uma pauta legítima, a fronteira entre o jornalismo investigativo e o ataque deliberado reside no rigor metodológico. Enquanto o jornalismo ético se sustenta na pluralidade de fontes e na robustez documental, o discurso de ódio mediático alimenta-se de adjetivos pejorativos, suposições e do "tribunal do júri" digital. Não se busca a verdade, mas sim o engajamento pela indignação, onde a notícia é apenas um pretexto para o linchamento virtual.
O dano mais severo dessa postura é a corrosão do capital social da própria comunidade. Quando a narrativa é construída exclusivamente sobre o caos e a depreciação, instala-se um sentimento de desamparo e hostilidade. O público, submetido a uma dieta constante de agressividade, passa a reproduzir essa violência no cotidiano, fragmentando o tecido social. A crítica desprovida de ética não propõe soluções; ela apenas deslegitima as instituições, tornando a população apática ou perigosamente reativa.
Ainda mais grave é a instrumentalização da vulnerabilidade social. Cidadãos comuns são frequentemente usados como "massa de manobra" em reportagens parciais, servindo como suporte emocional para validar interesses políticos de grupos opositores. O que se vê é o "fazer notícia" transmutado em um projeto eleitoral disfarçado, onde o comunicador ou seus financiadores utilizam a audiência como degrau para o poder.
Destilar ódio contra a própria comunidade é um ato de autofagia ( citar em um áudio que trabalha há tantos anos – nessa merda de cidade —Avaré) é um traço de anomalia maior ainda se não fosse trágico. Ao destruir a autoestima de uma população em troca de relevância momentânea, o veículo de comunicação aniquila o próprio ambiente que o sustenta. O jornalismo exige o distanciamento técnico e o compromisso com a alteridade; sem isso, o que resta não é imprensa, mas um escritório de propaganda negativa travestido de canal informativo.
A verdadeira fiscalização do poder não se faz com gritos ou manipulações, mas com o rigor da evidência e o respeito à inteligência do público. O silêncio da ética no jornalismo é o ruído que precede a falência da democracia.
Como disse em um áudio a jornalista, ela poderia rever , pois, Avaré não é uma merda de cidade!













