Por Marcelo Nassif - As erosões (várias, mas a mais grave é do bairro Camargo) e enchentes em Avaré (construíram sem respeitar as margens dos rios), são resultados do que seus habitantes fizeram ao longo de décadas com a cidade.
Somos tomados por uma obsessão persistente: temos que crescer; temos que garantir o crescimento do PIB, que resulta da soma de todas as riquezas produzidas pelo país. Crescimento econômico é fundamentalmente a produção de bens materiais. Ele cobra uma alta taxa de iniquidade social (desemprego e compressão dos salários) e uma perversa devastação ambiental (exaustão dos ecossistemas).
Ninguém detém a fórmula de saída desta crise civilizacional. Mas suspeitamos que ela deve se orientar pela sabedoria da própria natureza: respeitar seus ritmos, sua capacidade de suporte, dar centralidade não ao crescimento mas à sustentação de toda vida. Se nossos modos de produção respeitassem os ciclos naturais seguramente teríamos o suficiente para todos e preservaríamos a natureza da qual somos parte.













