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Exclusivo: “O que o povo não sabe o que ocorre atrás das grades”

Por Jornal A Bigorna 22/10/2016 14:31:40 9139
Exclusivo: “O que o povo não sabe o que ocorre atrás das grades”

O Jornal A Bigorna foi procurado por uma “mulher” de um preso que cumpri pena na penitenciária 1 de Avaré. Com medo e assustada um encontro foi realizado há 3 semanas atrás, onde ela se apresentou ao jornalista e marcou outro encontrou para fazer uma denúncia, mas segundo ela precisaria falar com seu amásio antes.

Na semana passada, em um lugar determinado e escolhido pela denunciante, o jornalista foi até “Maria” (nome ficcional).

Aparentemente muito nervosa, ela detalhou algumas irregularidades que beneficiam os presos que tem mais dinheiro dentro da cadeia.

Segundo ela, o PCC cobra taxas de todos, e quem não paga, ou apanha muito, morre, ou tem de ceder até mesmo esposas e filhas para os mentores e chefes da facção.

Outra revelação que *Maria fez foi a de que o Alemão, um dos chefes do esquema que roubou o cofre do banco Central de Fortaleza está em Avaré. Ela destacou que, num determinado dia, por coincidência, acabou entrando junto com um familiar de Alemão, que veio visitá-lo.

A denunciante ficou assustada com o que viu. A familiar de Alemão trazia muita comida, chocolates importados, salame, suco de fruto e até mesmo vinho. Ainda segundo *Maria, os demais presos sabem que na cela de Alemão existe até mesmo uma TV LED de 42 polegadas, e que sua vida alí como prisioneiro é muito melhor dos que não tem condições para tal.

*Maria destacou que seu amásio não é inocente e está pagando pelo crime que cometeu (não quis dizer o que ele cometeu), mas pediu às autoridades que revejam tais medidas, como uma forma de Justiça dentro dos presídios. Ela declarou que o PCC faz o que quer em qualquer presídio. Seu amásio já esteve em outras instituições correcionais, e tudo é da mesma forma. Para ela, isso existe para que os presos se acalmem e não tentem organizar algum tipo de rebelião. O famoso “toma lá dá cá”, que quer dizer, o governo permite tais atrocidades e injustiças, desde que, os presos não deem problemas às autoridades eleitas pelo povo.

Ao finalizar, a denunciante disse que o parceiro de Alemão, conhecido como a alcunha de “mestre” e é engenheiro está foragido, e, hoje, mora na Europa Paris-França.

Entenda o caso

Considerado o principal mentor do furto ao Banco Central de Fortaleza, Antônio Jussivan Alves dos Santos, o “Alemão”, foi preso em 25 de fevereiro de 2008, quase três anos após o furto. O agente da Polícia Federal José Ximenes Albuquerque, um dos que efetuaram a prísão, disse que 'Alemão' se mostrou aliviado porque temia sequestros. “No começo [da abordagem] ele se assustou. Quando nós nos identificamos como Polícia Federal, ele relaxou. Aí ele falou 'sou o Alemão mesmo' e ficou feliz porque ele achava que era sequestro", disse o agente que participou do processo de investigação e prisão do suspeito.

Na madrugada de 5 para 6 agosto de 2005, o Banco Central de Fortaleza sofreu o maior furto a banco da história do país, segundo a Polícia Federal. Ladrões entraram na caixa-forte do banco por meio de um túnel e levaram mais de três toneladas em notas de R$ 50 passando por baixo de uma das mais movimentadas vias do Centro de Fortaleza, a Avenida Dom Manuel. O túnel partia de uma casa alugada pela quadrilha. O crime só foi descoberto no início do expediente da segunda-feira (8).

De acordo com Ximenes, “Alemão” estava fisicamente diferente no dia da prisão. A barba estava crescida, havia engordado e a cor do cabelo também tinha mudado. Tudo, segundo o agente, para driblar a polícia e possíveis sequestradores. À época, vários participantes do furto sofreram sequestros mediante extorsão e alguns deles acabaram mortos. Foi o caso de um dos “patrocinadores” do plano de furto, Luiz Fernando Ribeiro, o “Fernandinho”, morto mesmo após pagar o resgate de R$ 2 milhões. A polícia estima que Fernandinho tenha ficado com R$ 20 milhões do dinheiro retirado do cofre.

A Polícia Federal conseguiu localizar “Alemão” após interceptar ligações telefônicas de suspeitos e amigos deles. Segundo Ximenes, em uma das ligações dois homens marcavam um encontro em um bar em Taguatinga, cidade satélite de Brasília. Os policiais acharam a voz de um deles parecida com a do irmão de “Alemão” e decidiram acompanhar o encontro. Ximenes foi ao bar acompanhado do delegado responsável pelo caso Antônio Celso. “Quando ele ['Alemão'] levantou [da cadeira], apareceu a tatuagem no braço, que nós já tínhamos visto em fotos e aí a gente reconheceu", contou.

O agente e o delegado decidiram seguir o suspeito durante um mês. Localizaram residência e identificaram pessoas com quem manteve contato. A prisão aconteceu quando “Alemão” estava em uma loja de pneus. Um cofre foi achado em baixo do fogão na casa simples onde o suspeito morava em Taguatinga, Distrito Federal, mas nele só havia R$ 80 mil. “Alemão” foi condenado a 49 anos de prisão, mas conseguiu redução para 35.

Conhecimentos de engenharia

Peritos da Polícia Federal (PF) iniciaram a perícia na caixa-forte da sede do Banco Central (BC) em Fortaleza na tarde do dia 10 de agosto de  2005. Policiais acompanhado de  funcionários do BC, tentaram conseguir pistas para tentar descobrir como os bandidos furtaram R$ 164,7 milhões (em notas de R$ 50, recolhidas de circulação).

De acordo com o perito da Polícia Federal, Murilo Tito Pereira, os trabalhos de perícia duraram  cerca de 30 dias. O que mais chamou atenção dos peritos foi a engenharia utilizada pelos bandidos para chegar até ao cofre.

“Foi tudo bem-feito. Na hora que eles (policiais) descobriram o buraco,  já na segunda-feira pela manhã, dois agentes entraram no túnel para descobrir de onde vinha o túnel. A gente não sabia de onde vinha o túnel. Aí eles saíram nesta casa aonde funcionava de fachada a de grama sintética. A partir daí viemos para a residência realizar a perícia da casa e do caixa-forte. O túnel tinha aproximadamente 80 metros. Todo revestido de madeira, escorado, protegido”, explicou.

Murilo Tito Pereira destaca os trabalhos de ventilação usados pelos bandidos dentro do túnel que segundo ele com certeza havia sido projetado por pessoas que tinham o conhecimento de engenharia.

“A cada 20 e 30 metros eles iam colocando um ventilador industrial, ventilador próprio para construção civil, pois era muito quente. Faziam a canalização de um ar-condicionado através de uma mangueira onde eles viam jogando dentro do túnel. Aí eles tinham ventilação boa. Eles tinham energia elétrica e inclusive tinham também uma mangueira com água que eles precisavam para esfriar as ferramentas de corte que eram utilizadas para cortar a parte debaixo do caixa-forte, pois ela tinha 1 metro e 10 de concreto. Para cortar foram necessárias utilizar ferramentas de cortes e elas esquentavam muito. Tubulação de água para resfriar as ferramentas para não queimar. Participação de gente trabalhar construção civil. Não conseguimos provar que existiam engenheiros especializados. Tinham prática de engenharia".

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