A última Sessão de Câmara desta segunda-feira, 19, foi diferentemente do que o avareense está acostumado a presenciar, para lá de quente. É que os Servidores Públicos Municipais se dirigiram até o Legislativo visando ouvir o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Avaré e Arandu, Leonardo Espírito Santo, se manifestar sobre a reposição salarial parcial de 8,41% concedida aos Funcionários da Prefeitura na semana passada.
Outro ponto elencado pelo sindicalista foi o aumento pífio de 12 reais no Vale Alimentação, fato que causou revolta nos presentes.
Dos nove parlamentares que se manifestaram durante a Palavra Livre, apenas dois tiveram o tino político de falar o que a plateia queria ouvir: O presidente da Casa, Dr. Denílson Ziroldo (PSC) e o vice-presidente, Roberto Araújo (DEM), os únicos não vaiados pela plateia.
Vereadores situacionistas como Barreto do Mercado (PT) alegaram que seus colegas da oposição estavam sendo demagogos ao falarem o que o povo queria ouvir. Eu discordo dessa assertiva. Tanto porque eles sempre se manifestaram daquela forma, quanto porque, como disse a Líder do Executivo na Câmara, Dra. Rosângela Paulucci (PMDB), para tudo há um tempo.
Enquanto a Oposição tentava culpar o Governo de Dr. Poio Novaes (PMDB) pelo fracasso na não concessão de aumento real aos subsídios de seus servidores, a Situação se esforçava para lembrar que grande parte da defasagem salarial vivida pelos ali presentes se deu durante a Gestão Joselyr Silvestre, que jamais concedeu aumento ou correção inflacionária para a classe.
Vale destacar ainda, que os sindicalizados se fizeram presentes na Sessão de ontem a noite, pelo fato de que estava pautado para ser apreciado pela Câmara, reposição salarial ao prefeito, vice-prefeito, secretários municipais, vereadores e servidores do Legislativo. Como não poderia deixar de ser, o mesmo foi aprovado por unanimidade.
Visando minimizar a revolta popular, essa reposição também será concedida em parcelas, tal como a dos servidores. É claro que essa versão não é a oficial. Mas ao menos faz mais sentido que aquela, pois os governistas alegam que o prefeito Dr. Poio teria dito que a Prefeitura não seria capaz de arcar com tal despesa de maneira repentina, o que nem sequer passa perto de ser crível, posto que os valores envolvidos neste caso, são baixos.(Texto: José Renato Fusco).













