Por Assis Chateaubriand – É difícil para muitas pessoas entender que não basta apenas trabalhar, viver em família, ou ter sua vida particular entretida em si mesmo.
A maioria de nós brasileiros sempre fomos assim – alienados politicamente – que alavancou esta avalanche de corrupções que assistimos ou lemos nos jornais. O ‘jeito brasileiro’ de deixar a política à deriva, nas mãos de qualquer um, está fazendo com que, hoje, o brasileiro sinta na pele o quanto sua vida poderia ter sido melhor se tivessem escolhidos pessoas mais capacitadas e sem a intenção de iludir a sociedade e, através disto, tornarem-se pessoas com altas somas de dinheiro pelo mundo afora.
Ainda assim, percebemos que um número expressivo de eleitores não comparece às urnas, e deixam que pessoas de baixa qualificação e caráter duvidoso, deem rumo ao País, Estado ou Município.
O grau de alienação política é extremamente grande. Depois das eleições, como sempre, o brasileiro sai para reclamar que não tem remedio, infraestrutura, escolas, dentre muitas coisas que são importantes para que uma sociedade consiga ter um processo natural de autossuficiência.
Especialmente nesta semana, eu este que vos escreve, acompanhei alguns grupos nas redes sociais de Avaré, e pude notar que a insatisfação da população é tamanha grande para uma gestão que ainda sequer conseguiu melhorar a infraestrutura geral da cidade, nem o mínimo.
Disse um internauta uma frase que me deixou a pensar e claudicar intensamente. O prefeito eleito teve menos votos que os que deixaram de votar (ou seja, as abstenções foram maiores que os votos recebidos pelo candidato vencedor).
Dito isso, fiquei melindrado. Se uma grande maioria não se interessa em colocar seu desejo nas urnas para uma cidade melhor, então ele também é culpado pela cidade estar em condições nada saudáveis.
Imperioso – atualmente – é termos um eleitorado capaz de saber discernir o melhor do pior, e, através disto, escolher políticos que tenham plena capacidade de administração.
Caso contrário, continuares patinando no lodo da ineficiência e a população continuará a reclamar, entretanto, muitos sem razão, porque a “omissão” também é uma parte de culpa de uma parcela da população.
Como diz o filósofo Slavoj Zizek: “Passar da alienação para conseguir enxergar a verdadeira realidade, não precisamos mudar a realidade, basta apenas entedê-la,”
Deste modo, enquanto ficarmos de braços cruzados assistindo maus políticos nos governando, continuaremos a “bater em ferro frio” e nunca teremos uma qualidade de vida compatível com os impostos que pagamos.
Chatô – é escritor.













