O Partido Verde colocou meu nome nessa disputa com o desejo de promover as mudanças que necessitamos no parlamento avareense. Essa instituição milenar, presente em Avaré através de seu Poder Legislativo, não pode continuar com os velhos hábitos da política tradicional, mas inovar e avançar na criação de uma agenda política eficaz e produtiva.
Nossa posição continua intocável sobre a necessidade de abertura do parlamento municipal ao diálogo permanente com a sociedade, na expectativa de encontrar soluções e apontar caminhos para resolução dos nossos problemas. A proposta que apresentamos foi de uma aproximação com a sociedade para encurtar distâncias, em vista da mudança para o novo prédio longínquo.
A instituição parlamentar, ao avesso do que alguns subentendem, não é de propriedade feudal de 13 vereadores. Pelo contrário, o Parlamento pertence à sociedade que outorga mandato eletivo temporário para seus representantes. Minha expectativa caso fosse eleito presidente era de promover uma ruptura com o sistema tradicional, conservador e arcaico que domina a estrutura do Poder Legislativo avareense e impor, ao lado do colegiado, uma rotina moderna e democrática de valorização da representação do vereador com seu eleitorado. Hoje, o parlamento vive sua maior e mais terrível crise de representação e isso se agravará em Avaré com o distanciamento físico na mudança para o novo prédio.
Nós do PV nos sentimos satisfeitos e vitoriosos porque honramos nossa palavra e cumprimos com todas as nossas obrigações nessa disputa. Mesmo sabendo das surpresas que, desafortunadamente, rondam as eleições da mesa da Câmara de Avaré e das possibilidades insanas de composições incoerentes de última hora, não nos acovardamos e jamais pensamos em recuar ou adotar um caminho obscuro para se chegar ao comando da Casa, a qualquer custo. Nem foi nosso propósito atuar covardemente em detrimento de nossos princípios apenas para impedir que o vereador adversário chegasse à Presidência.
Entre ganhar uma presidência da Câmara prostituindo valores éticos e perder seguindo o que deseja a população avareense, ou seja; uma política pautada na honestidade e nos valores éticos, escolhi essa que vai de encontro a meus princípios.
Precisamos dar bons exemplos e acabar com a política baixa de que os fins justificam os meios. O povo não perdoa união entre pessoas que o tempo todo se atacaram mutuamente. Esses exemplos promíscuos confundem a cabeça do cidadão e o remete, simultaneamente, a pensar que toda prática política segue o mesmo roteiro.
O Partido Verde, com dois assentos na Casa Legislativa, ciente de sua responsabilidade com a promoção de um parlamento melhor para os avareenses, reconhece que lutou e foi derrotado pela união do grupo do PT-PMDB-PP com o PSC-DEM, cumprimenta a nova mesa diretora para o biênio 2015/2016, formada pelos vereadores Denilson Ziroldo (Presidente), Roberto Araújo (Vice Presidente), Francisco Barreto de Monte Neto (1º Secretário) e Edson Flávio Theodoro da Silva (2º Secretário) e deseja uma gestão de abertura ao diálogo e de aproximação com os mais legítimos interesses do povo avareense.
Após as eleições para deputado, quando tive o voto de mais de 10.500 eleitores avareenses, assumi o compromisso com eles de lutar pela mudança e melhoria do que está acontecendo em Avaré. Meu compromisso é com o cidadão avareense e não com os interesses de um ou de outro vereador. O desejo de mudança demonstrado durante a campanha me encorajou para essa batalha e as futuras que virão.
Saio dessa disputa com o espírito renovado, mais preparado e com a disposição redobrada para trabalhar por Avaré. A verdadeira mudança tem que vir de dentro de cada um de nós.
Marcelo José Ortega
Presidente do Partido Verde de Avaré













