Por André Guazzelli - Havia um jovem rapaz que lutava para encontrar emprego, e não era reconhecido em nenhum deles. Foram anos sobrevivendo como catador de latinhas, até que um dia, ao passar defronte a um Café, ouviu de uma pessoa que um monge estaria em Avaré, e d ‘escreveu-lhe como uma pessoa sábia e que fazia milagres.
Uma semana depois, o jovem entrava na igreja, onde uma horda de fiéis fazia fila para obter a benção do tal monge.
Envergonhado de estar com as roupas sujas, e maltrapilho, o menino fico ao longe. Sabia que não teria coragem de chegar até o velho padre e pedir-lhe sua benção. Não tinha coragem. Era pobre e sujo.
As horas se passaram, e o menino reparava que todas as pessoas que ali estavam, dirigiam ao ancião pedindo milagres, saúde, prosperidade e felicidade. Outros mais abastados davam-lhe presentes.
Depois de mais de cinco horas de espera, e com a igreja vazia, o menino ficou olhando o monge, quando, de repente, o velho sábio olhou-o de soslaio, sorriu e fez-lhe um sinal para que chegasse mais perto.
Tremendo o menino foi até o monge. Numa caminhada trôpega e cheia de incertezas. Ao chegar perto do monge sentiu um arrepiu na coluna. O velho ancião sorria enquanto limpava os grossos óculos.
“Sente-se jovem. Vejo que estás aflito e envergonhado ”-disse o monge.
O menino relutantemente respondeu:
“É que não tenho roupas boas para vir até aqui pedir sua benção, e fiquei com vergonha”.
O monge riu espalhafatosamente e girando de lado abraçou-lhe.
“Há tempos ninguém me fazia rir assim, meu pequeno rapaz. Pois bem, neste mundo, não é o que se veste que faz uma pessoa, mas o que ela tem dentro de si, caro jovem. Agora vejo que você perdeu a esperança de viver, por ser pobre e não poder ajudar sua mãe como queria. ”
Espantado com as palavras, o jovem-menino apenas meneou a cabeça, concordando.
Então: “Apesar de todas as injustiças, apesar de coisas que não merecemos acontecerem conosco, apesar de nos sentirmos incapazes de mudar o que está errado na gente e no mundo, o Amor ainda é mais o forte, e nos ajudará a crescer, meu jovem”.
E continuou:
“Pois então, depois que você sair daqui, Deus lhes podará para que você dês frutos. Você será criticado, mas não se importe, porque quem geralmente crítica, não conhece as suas lutas. Apesar de ser pobre, você vai vencer nesta vida, porque Deus colocou-nos aqui para vencer os obstáculos, superá-los e tornarmo-nos, pessoas ainda melhores. ”
Eles ficaram se entreolhando, por alguns minutos. Silêncio que só foi quebrado quando o monge deu um beijo na testa do menino e, por fim disse:
“Nunca mais faltará comida na sua casa. E você não deixe de lutar, pois somente os bons lutam o bom combate.
E batendo na perna do garoto disse com alegria e esperança:
Agora vá e vença”.
Dois anos depois, Alberto ficou sabendo que o monge que havia lhe despertado para a vida havia falecido, e, ele, hoje, era sócio de uma mecânica, emprego que arrumara dois dias depois de ter conversado com o monge.













