Joselyr Silvestre, o filho do único prefeito preso na cidade de Avaré já vem mostrando que não admitirá críticas contra seu governo. Pelo ‘modus operandi’, já processou o jornalista Wilson de Ogunhê, o Jornal A Bigorna, além de cidadãos da própria cidade que teceram críticas contra ele nas redes sociais.
O prefeito, vulgo Jô Silvestre deve se achar acima do ‘bem e do mal’. Pelo ‘andar da carruagem’ ele deverá entupir o Ministério Público e a Justiça em si, com inúmeros processos de injúria ou calúnia.
Um bom articulador político, sabe que toda administração tem oposição. Isso é o baluarte da democracia. Jô, como é conhecido, deveria estudar um pouco de ciência política, bem como se inteirar da história política do Brasil.
Cito, por exemplo, o presidente populista Getúlio Vargas que também foi do PTB, e teve seu maior oponente, justamente um jornalista: Carlos Lacerda.
Em uma manchete de jornal Tribuna da Imprensa, em 1 de junho de 1950, tamanha era a oposição do jornal ao getulismo que o jornalista escreveu e afirmou, a respeito de Getúlio: "O senhor Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar".
Deste modo, o prefeito de Avaré não precisa recorrer à história de estadistas de outros países. Basta ver o exemplo de um homem extremamente popular que foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro período foi de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como presidente da república do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e, de 1937 a 1945, como presidente-ditador, durante o Estado Novo, implantado após um golpe de estado.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando se suicidou.
O prefeito - vulgo “Jô” - deveria saber que nenhuma administração é eterna. O modo como vem agindo contra as críticas a ele perpetradas, dá clara noção de um homem sem preparo para a vida pública.
Sem delongas, até Jesus Cristo recebia críticas, e seus opositores chegaram a matá-lo, pois temiam que ele libertasse os judeus do Império Romano.
O prefeito “vulgo “Jô Locutor de Rodeio” passará a ser comtemplado com o Prefeito de Plástico” – inodoro, incolor e insípido!
Senhor “Jô”, sente-se e medite (ou aprenda a saber o que é meditar) - um pouco sobre suas ações que são no mínimo “burlescas”. Tente ser prefeito. Caso contrário, se persistir no erro e em sua administração fraca e inverossímil, terá que processar até mesmo Satanás.
André Guazzelli é jornalista.













