Por Assis Châteaubriant – Não sou contra ou a favor da atual administração de Avaré, a qual o povo escolheu nas urnas e lhe deu o aval para administrar a cidade.
No entanto, votar é outorgar poder a alguém, e este alguém, por ter sido eleito, não pode pensar que, com isso tem uma ‘carta de alforria’ nas mãos e, deste modo, fazer o que bem entender.
Passados poucos meses do atual governo de Avaré, a saúde ainda pena, e, com isso, a massa populacional que depende de uma boa administração, fica abandonada a própria sorte.
O eleitor tem o direito de escolher quem bem entender, mas teria que saber que, através de seu voto, viriam as consequências do próprio voto. A lei de ação e reação. Mas também o povo não pode ser culpado por ter um administrador que não corresponde as necessidades e expectativas da sua população.
Por isso, existem os demais poderes. Judiciário e Legislativo. O primeiro tem o dever de frear o mandatário, caso este comece a cometer atos ímprobos, enquanto o Legislativo tem a obrigação de fiscalizar veementemente, sem piedade e, com a razão, tudo o que um prefeito realiza e se a forma como administra está em conformidade com a lei. Se não estiver tem seu poder de investigação e até pode cassar o prefeito, além de investir em denúncias para que a verdade seja observada pelo governante.
O fato notório desta semana, nas delongas de uma administração, esteve no baluarte de duas coisas. Uma a ‘reforma’ do Estatuto dos Funcionários Públicos, que gerou descontentamento por parte da classe. Sem diálogo, o prefeito naufraga cada dia mais em suas intenções, não sei se boas ou ruins. Não tem uma ‘ponte’ de afirmação e diálogo com os vereadores, e, deste modo, age arbitrariamente ou em que pese, se mostra numa administração isolada em que as decisões são tomadas unilateralmente. Democracia é difícil – principalmente – se o governante se tornar um déspota.
Outro ponto que chamou a atenção foi a que chamo de promoção político-pessoal do prefeito no Semanário Oficial do Município, ao dar ‘olhares’ de quem está se mostrando num ‘jornal oficial’ e pago pelo contribuinte para melhorar ou mostrar sua imagem como administrador. Isso seria correto?
A Câmara de Avaré tem a obrigação de averiguar se o prefeito pode de fato se autopromover em um veiculo oficial custeado pela população. Se for permitido, vamos lá, todos os políticos poderão ter sua foto estampada no Semanário quando fizerem algum projeto de lei, conquistar verbas para a cidade, enfim, vamos transformar o Semanário num mero receptáculo de fotos sorridentes, onde os políticos o usarão para poderem também se autopromoverem – todos indistintamente.
Vamos fazer do Semanário à “Farra do Boi”!
Viva nossa castração mental!
Chatô é escritor.













