Por que o senhor quer ser presidente da Câmara?
R:O parlamento brasileiro passa por uma enorme crise de representação. Isso é evidente no Congresso Nacional e nas Assembleias estaduais. Em Avaré não é diferente. A construção de um moderno prédio físico distante da cidade exigirá uma compensação de aproximação e de relacionamento com a sociedade e seus mais diversos segmentos. Como presidente, respeitando o colegiado, quero ajudar a construir um novo parlamento no qual o diálogo e o debate sejam as principais ferramentas para que o Poder Legislativo represente de fato o interesse público. Tenho plenas condições e experiência para isso.
Sua candidatura estaria voltada mais para o governo atual ou pretende fazer oposição ou uma semioposição?
R:A presidência da Câmara não pode ser confundida com oposição ou situação. Estamos falando de um poder autônomo que tem suas prerrogativas e responsabilidades. Da presidência depende a administração e os rumos do Poder Legislativo. Como presidente abrirei portas para dialogar com toda a sociedade e encontrar alternativas para o desenvolvimento de um debate político que seja produtivo. Avaré precisa construir uma agenda e definir quais são as prioridades. Farei isso respeitando o colegiado e em sintonia com a sociedade, os cidadãos e o Poder Executivo.
O senhor teria coragem de reinaugurar o prédio da Câmara, que foi pifiamente inaugurado?
A presidente Bruna concluiu, corajosamente, a obra física e entregou o prédio como havia se comprometido. Não há condições de mudança para o novo prédio ainda. Antes disso é necessário fazer a instalação elétrica, cabeamento para internet e telefonia, estruturação das salas dos departamentos da Câmara e dos gabinetes dos vereadores. Quando tudo isso estiver pronto e tivermos condições de mudança definitiva para a nova sede, será necessária, obviamente, uma sessão solene que marque o início das atividades parlamentares naquele prédio.
Qual sua meta para a mudança dos prédios?
R:Minha meta, caso seja eleito presidente, é fazer a mudança no 1º trimestre de 2015. O novo prédio foi construído para ser a nova sede do Poder Legislativo, portanto a mudança é certa. Destinar para outro fim senão esse seria um ato de grande irresponsabilidade com a coisa pública.
Quais seus projetos como presidente?
R:Ajudar a construir um novo parlamento em conjunto com todos os vereadores. Com a mudança do prédio, consequentemente a Câmara tomará uma grande distancia física da cidade. Serão necessárias medidas para aproximar o Poder Legislativo da sociedade, numa expectativa de compensar esse distanciamento físico. Em 2015 teremos um prédio moderno. Meu maior desejo é que o parlamento seja moderno e acompanhe as exigências da sociedade debatendo suas prioridades, aprovando leis de grande valia para os avareenses e representando de fato a nossa sociedade.
Já existe votos fechados para sua candidatura?
Sim. Conversei com vereadores e apresentei minha candidatura. Até o momento quem declarou apoio a minha candidatura são: Laids Baiano (PV), Carlos Alberto Estati e Roberto Araújo (DEM), Tucão (PSD), Denilson Ziroldo (PSC). Com a Bruna (PSB) nós temos um compromisso desde a eleição dela como presidente da qual eu abri mão para ela ser eleita. O compromisso dela é votar em mim para presidente na eleição do dia 12. Estamos conversando com o vereador Edinho também e é possível que ele vote conosco. Nos próximos dias faremos uma reunião para definirmos os componentes dos outros cargos da mesa.
Por que PT e PV não se uniram numa única candidatura?
R:Existia esse diálogo, mas o PT abandonou o PV sem dar nem satisfação. O argumento deles é que me afastei. Pelo contrário. Estive sempre no mesmo lugar, sempre aberto ao diálogo. Eles lançaram o Barreto sem se quer ouvir o PV.
Existe um velho adágio que diz que pode aparecer um ‘cavalo paraguaio’ no meio, como ocorreu no caso Marialva. Vocês acreditam que um 3º nome possa aparecer?
R:Em eleição de mesa diretora da Câmara de Avaré, tudo está previsto, no entanto, acredito que não há mais espaço para uma terceira candidatura, pois os dois grupos estão consolidados. Será uma eleição muito apertada e concorrida. Estou preparado para ganhar ou perder com dignidade e vou até o fim. Não vou apelar e nem me submeter a situações constrangedoras que abreviam a moral política. Vou seguir meu caminho reto, sincero e resoluto. Para esse meu propósito todo apoio é bem-vindo.













