Nesse final de semana, estive na cidade de Piracicaba, para um evento do Distrito 4.621 de Rotary International.
Como não poderia deixar de ser, aproveitei o ensejo para passear com minha famíli.
A cidade se destaca como importante polo regional, combinando tradição histórica com desenvolvimento econômico contínuo.
Situada às margens do Rio Piracicaba — cujo nome deriva do tupi-guarani e significa "lugar onde o peixe para" —, a cidade ocupa área de 1.378,07 km² e integra a Região Metropolitana de Piracicaba.
Com população estimada em 407.252 habitantes (IBGE/2022), o município apresenta densidade demográfica de aproximadamente 295 hab/km². Porém, apesar de ser mais ou menos do tamanho de Bauru, é bem mais desenvolvida.
Localizada a 547 metros acima do nível do mar, possui clima tropical de altitude, com temperatura média anual em torno de 20°C. A geomorfologia local é marcada pela presença de planaltos e vales, com destaque para a Serra do Itaqueri e a Serra do São Pedro, além de extensa rede hidrográfica que inclui os rios Piracicaba, Corumbataí e Tietê.
O turismo piracicabano encontra na Rua do Porto seu cartão-postal mais emblemático. Localizada no Centro Histórico, a via preserva casarões do século XIX que remetem à época áurea do ciclo do açúcar e do café na região. Batizada oficialmente como Rua Engenheiro Prudente Meireles de Morais, a rua funciona como importante polo gastronômico e cultural, concentrando bares, restaurantes e espaços de entretenimento que atraem moradores e visitantes, especialmente durante os fins de semana.
Além da Rua do Porto, a cidade ostenta patrimônios como o Engenho Central — antiga usina inaugurada em 1881 e transformada em centro cultural —, o Mirante do Pontal, que oferece vista panorâmica do rio, e o Mercado Municipal, onde a tradição cafeeira se mistura à gastronomia local.
A Catedral de São José, com suas duas torres de 70 metros, e a Ponte Pênsil, construída em 1913, completam o circuito de atrações arquitetônicas.
Apesar da riqueza histórica e cultural, Piracicaba enfrenta desafios significativos em termos de acessibilidade urbana. Calçadas irregulares, ausência de rampas em pontos estratégicos e dificuldades de locomoção para cadeirantes são realidades presentes em diversos trechos da cidade, especialmente no centro histórico, onde o piso de paralelepípedos — embora charmoso — impõe barreiras físicas à mobilidade.
Sei que prédios históricos não podem ser alterados, e nem desejo isso. Porém, rampas removíveis como as existentes na Catedral da Sé em São Paulo, por exemplo, são possíveis e economicamente viáveis.
No entanto, quem visita a cidade encontra compensação na hospitalidade de seus moradores. O acolhimento caloroso dos piracicabanos, sempre prontos para orientar turistas e compartilhar histórias sobre a "Princesa do Oeste Paulista", torna a experiência de visitar o município memorável, mesmo diante das limitações estruturais que ainda precisam ser superadas.
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Não que tenha muito a ver com o tema desta coluna, mas estive em Piracicaba com o Rotary do Distrito 4.621 de Rotary International, para apresentar o workshop "Rotary Em Ação", que tratou do grave problema de segurança pública, que é a violência contra a mulher.
Caso queira assistir, clique neste link:
https://www.youtube.com/live/z-M1DJ-c_W4?t=8629&is=2_gbU9b9J987jOjR
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