O vereador do PT, Ernesto Albuquerque, surpreendeu na noite desta segunda-feira, 18, durante sessão da Câmara em sua Palavra Livre, quando pediu ao presidente da Câmara um envelope que em 28 de agosto entregou à Mesa Diretora da Câmara um envelope lacrado, onde constava o nome de uma empresa que, supostamente, venceria uma das licitações da Fampop, que terminou no sábado, dia 16 de setembro.
Ernesto Albuquerque lembrou “Uma pessoa me informou o nome e o CNPJ da empresa que venceria a licitação para prestação de serviços durante o festival. Escrevi esta informação em um envelope, que foi lacrado e assinado por diversos vereadores, porém, obtive uma surpresa, a empresa que coloquei no envelope, a Som da Ilha, não venceu o certame, mas sim uma chamada Conextec”, afirmou o vereador.
Segundo o vereador pelo PT, diante do resultado ele resolveu “investigar” as duas empresas e acabou surpreendido com algumas coincidências: ambas estão localizadas no Vale da Ribeira e pertencem a pessoas da mesma família, Bilezikdijian.
A Conextec, segundo o site da Receita Federal, está localizada na cidade de Jacupiranga e pertence a Paulo de Tarso Bilezikdijian Junior e Paula Jéssica Bilezikdijian.
Já a Som da Ilha, apontada por Ernesto como a vencedora a princípio, fica em Pariquera – Açu (a cerca de 15 km de Jacupiranga) e pertence a Cesar Augusto Bilezikdijian e Sulamita Bilezikdijian.
“Isso já me deixou surpreso, pois são cidades são muito próximas e as empresas pertencem à mesma família. Podemos afirmar isso já que Bilezikdijian não é um sobrenome comum.”- destacou
Se não bastasse isso, na sexta-feira, dia 15, pela manhã o vereador esteve no local onde aconteceu o evento e para sua surpresa, o serviço estava sendo feito pela Som da Ilha e não pela outra empresa, que, segundo o parlamentar, venceu a licitação.
Ernesto Albuquerque lembrou que, além do possível conluio entre as empresas, a vencedora da licitação não poderia estar terceirizando o serviço.
O petista pediu veementemente que os vereadores assinem com ele um pedido de CPI para investigar tal fato.
O pedido deve ser estudado pelo jurídico da Câmara e levado a plenário na próxima semana. De acordo com normas do Legislativo, serão necessárias, ao menos, 5 assinaturas de vereadores para abrir a Comissão.
Até o momento, o pedido de Ernesto conta com 4 assinaturas: do autor e dos vereadores Barreto do Mercado, Marialva Biazon e Toninho da Lorsa.
Silvestre Filho pode ter cometido crime de improbidade administrativa. Caso a CPI seja instaurada, e as questões levantadas pelo petistas se comprovem, a Câmara pode enviar uma denúncia ao Ministério Público ou até mesmo abrir um CP( Comissão Parlamentar) para cassar o prefeito de Avaré.













