Por Assis Chateaubriand - O prefeito de Avaré está com os dias contados. Não, ele não está doente – não sofre nenhuma enfermidade, pelo contrário, noto que ele goza de boa saúde, salvo engano.
Com às voltas da crise financeira, Poio teve que dividir horas-extras, quer diminuir secretários, mas tem respondido de forma errática e descoordenada em muitas decisões que toma. Tem um vice que não faz nada por Avaré, pelo contrário, suga o dinheiro do contribuinte, tem secretários desmantelados que não se alinham ao governo, que, pelo que noto é colocar as contas em dia.
Poio hesita muito em tomar decisões e medidas extremas devem ser tomadas. O legado irresponsável financeiramente que recebeu de Barcheti e Joselyr, o consumiu, quase que por inteiro, isso é nítido. Mas ele sabia disso quando foi candidato. Não têm uma forte base na Câmara, pois tirando Rosângela e Ernesto, o resto é saco de linguiça. Já Ortega e Laid´s já se declararam independentes, mas vivem dando “uma mãozinha ao governo”. Sem dizer que tem apenas dois opositores de peso, que são Araujo e Ziroldo.
Repartido o pão, não sobra nada para ninguém. Poio admito, administra misérias.
Contudo, passou da hora das desculpas. Avaré precisa progredir, e o prefeito quase em fim de mandato, tem que mostrar serviço.
Quase não se vê Poio pela periferia. Ele não tem carisma político, não sabe ser político, (Pode ser até bom administrador) – mas grande parte da população mais carente nunca viu o prefeito. Noto – principalmente – nos eventos do, agora, chamado Avaré Viva. Poio fica isolado, não se entretêm com a população ali presente. Não discute, conversa com setores da imprensa. Parece que o mundo gira em torno dele mesmo, numa característica de um político que deve estar mais preocupado com outras coisas do que estar no meio do povão.
Noto que deputados quando veem para Avaré, a primeira coisa que buscam é o contado direto com a população. Lula fazia cafés da manhã com a imprensa – não com o intuito de comprá-las – mas sim para ter mais proximidade, afinal é a imprensa quem divulga o trabalho do político.
Poio –repito – está com os dias contados. Ou muda, ou não lhe restará alternativa sob o peso de sua falta de ser político e perderá a eleição.
Para o prefeito não lhe resta muito tempo– hoje – tem de gerir mais e mais, ter mais contato com a periferia, ou será severamente derrotado, seja por Ziroldo, Chibani, Geraldinho da Bola ou Joselyr, ou quem quer que seja.
Chatô é escritor.













