Por Assis Chateaubriand: Como diria Paul Theroux, um dos maiores nomes da literatura mundial: “quem sabe o que é ser viajante, jamais se contentará em ver o mundo como turista”.
Uso tal diapasão para compararmos alguns “turistas” (apenas a curtir o governo) e que povoam o governo de Paulo Novaes, o qual Capitão do navio e com o timão em mãos, não promove reformas profundas em seus asseclas.
Ao passo que os viajantes verdadeiros do atual governo (que estão para trabalhar), àqueles que dão peso e consistência ao governo são raros e parcos.
Poio precisa reformular seu governo. Não dá pra ficar ou continuar como está. A máquina está parada. As reclamações se avolumam e a benevolência do prefeito com certos incompetentes ainda é unânime.
Os bons faróis renovados deram vitalidade ao trânsito, os pagamentos ‘quase’ em dia aos credores da prefeitura é um bom sinal, entretanto, só isto não basta. Precisa-se de mais. Mais ação, mais decisão e empenho.
Os terrenos parados há anos no Distrito Industrial, é prova viva da incapacidade de gestão pública do vice-prefeito. A má coleta de lixo é culpa também de alguém, que não sei quem é. A cidade está suja, a saúde ainda patina num Pronto-Socorro que mais parece um hospício e a cidade não cresce.
Poio precisa virar e mudar nos próximos e exíguos anos que ainda lhe restam, se sonha com a reeleição, caso contrário, não emplaca o próximo mandato.
O prefeito atual não faz um mal mandato, mas deixa lacunas enormes e tão entreabertas que precisam ser consertadas urgentemente. A saúde é uma delas, a falta de materiais, dentre outros problemas que não podem esperar pelo amanhã. O amanhã é tarde demais.
Avaré passou por péssimas gestões que hoje canalizam para um futuro caos público, caso o atual prefeito não consiga consertar a máquina administrativa. Do contrário, em breve teremos uma Avaré ainda mais desfigurada e abatida administrativamente e politicamente.
Creio que o atual prefeito tenha boas intenções, mas disto o inferno está cheio. Poio precisa se alongar ou corrigir a rota de seu governo e decidir se quer entrar para a história política da cidade como simples turista ou como um grande viajante.
Chatô é escritor.













