Desenvolvido pela equipe técnica da Casa de Passagem/Abrigo Institucional Dr. Antônio Ferreira Inocêncio “Dr. Antoninho” -, instalada no Largo Santa Cruz nº 41, o trabalho de atendimento às pessoas em situação de rua visa capacitá-los para refletir sobre suas condições de vida. O objetivo é direcioná-las a buscar seus direitos a uma convivência digna em sociedade.
Luiz Guilherme Almeida, diretor da Casa de Passagem, órgão vinculado à Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), explica que semanalmente são realizadas abordagens com pessoas em situação de rua na cidade. O objetivo é direcioná-las a buscar seus direitos a uma convivência digna em sociedade.
“Quando identificada a pessoa na rua, ela recebe abordagem como forma de diálogo para que haja o entendimento daquela situação. Observa-se se são naturais de Avaré e se encontram nesta condição devido a problemas familiares, ao uso de álcool ou de droga. Além de acolhidos, eles são levados a tentar a reinserção familiar com apoio de outros serviços do município”, diz.
Entretanto, se a pessoa está apenas de passagem por Avaré, ela é encaminhada para pernoite e reenviada ao seu município de origem. Aqueles que não aderem às orientações e nem demonstram interesse no atendimento, a equipe da Casa de Passagem insiste em orientá-los para buscar meios de deixar a situação de rua.
Cuidados
Durante a abordagem são avaliadas as reais necessidades da pessoa. Quando precisa de cuidados médicos, é feito o encaminhamento ao Pronto Socorro. E aquelas que aceitam o acolhimento são levadas para a Casa de Passagem para providências e encaminhamentos.
Após o cadastro, a pessoa recebe cuidados com a higiene (banho e roupas novas), alimentação adequada e avaliação técnica de sua condição psicológica.
Profissionais
A equipe técnica da Casa de Passagem é treinada para lidar com a população em situação de rua. Atuam no local um psicólogo, sete monitores, três auxiliares de limpeza, uma cozinheira, um diretor e uma assistente social, os quais prestam serviços através de convênio com o Conselho de Obras Sociais de Avaré (COSA).
As pessoas que se encontram de passagem pela cidade (migrantes/itinerantes) permanecem na Casa de Passagem até 3 dias. Já quem é de Avaré ou tem vínculos na cidade fica ali pelo prazo de até 18 meses. Os que necessitarem de encaminhamentos e estreitamentos dos vínculos familiares são acolhidos no Abrigo Institucional por um período entre 3 dias a 6 meses, dependendo de cada situação.
“Algumas pessoas resistem ao trabalho oferecido, pois escolhem a mendicância, querem viver livremente na rua e, como conseqüência, optam por esse meio sob o efeito de álcool e droga”, observa o diretor.
Ampliação de vagas
No início dos trabalhos em dezembro de 2013, haviam apenas 7 vagas masculinas e 3 femininas. Com os avanços, houve adequação física e hoje são 30 vagas masculinas e 6 femininas, sendo que o prédio da Casa de Passagem foi estrategicamente escolhido para atender o melhor os migrantes e itinerantes.
“O que temos visto é que a maioria dos que vivem na rua são usuários de álcool e droga, causando assim desgaste nos vínculos familiares”, relata Guilherme.
A Casa de Passagem está avaliando firmar parceria com a Comunidade Terapêutica de Pirajuí, a qual oferece atendimento para dependentes químicos com acompanhamento de psiquiatras, psicólogos e assistente sociais.













