Dezenas de professores estiveram presentes na visita do governado a Santa Casa de AVARÉ, evento ao qual foi homenageado o deputado Antonio Salim Curiati.
Eles exibiam faixas de protesto, quanto a classe pelo descaso salarial e condições de trabalho.
Gritaram ordem de protestos e pediam um reajuste à altura da categoria. Momento depois a diretoria da Santa Casa pediu que eles esvaziassem o prédio. Depois disto, com relutância eles ficaram na calçada gritando contra o governador, o qual sequer mencionou sobre a manifestação.
DEFASAGEM
Entretanto, apesar desses reajustes, os salários médios dos docentes ainda segue abaixo de profissionais com ensino superior no Estado.
A remuneração média dos docentes é de R$ 2.725. Já a população do Estado com ensino superior (ao menos 15 anos de escolarização) é de R$ 4.449, segundo dados de 2013 do IBGE atualizados pela inflação --diferença de 39%.
Considerando apenas os professores dos anos finais do ensino fundamental e do médio, com jornada de 40 horas semanais, o salário médio sobe para R$ 4.416, segundo tabulação do governo.
Mesmo esse grupo, cujo tamanho não foi informado, tem remuneração média inferior à de outras carreiras dentro do governo do Estado.
A média salarial dos sargentos da PM (que exige ensino superior) é de R$ 5.692; médicos da Secretaria da Saúde têm vencimento médio de R$ 7.339; agentes penitenciários (não exige ensino superior) ganham R$ 4.503.
Analistas ouvidos pela reportagem dizem ser necessário aumentar o salário docente, mas que é impossível tirar a defasagem imediatamente.
"É uma categoria com 200 mil pessoas, qualquer mudança causa impacto imenso no Orçamento do Estado", disse o pesquisador de administração pública Fernando Abrúcio, da FGV-SP.
Sobre a greve, ele afirma que mobilização tão extensa, em geral, tem mais motivações do que o reajuste. "Há muita insatisfação com o tamanho das turmas."
Coordenadora da ONG Todos pela Educação, Alejandra Velasco diz que o pedido de reajuste salarial faz sentido, "até porque a equiparação é uma das metas do Plano Nacional de Educação".
A lei federal, aprovada em 2014, determina que, em até seis anos, a média salarial dos professores da rede pública deve ser equiparada à dos demais profissionais com escolaridade equivalente.
"Mas não há orçamento que aguente o pedido de reajuste dos professores. Poderia ser algo escalonado."
Os professores, além do pedido salarial e outros pontos, também reclamam do fechamento de escolas e das salas superlotadas (querem no máximo 25 alunos por classe).













