Por Assis Châteaubriant – Nesta semana, recebi um e-mail de duas pessoas. Um falava mal, chamando-me de hipócrita; outro me questionava, qual seria o político perfeito, já que, segundo o prezado leitor, este articulista vira e mexe escreve críticas sobre políticos.
Ao me encaminharem o e-mail, fiz questão de responder aos leitores que o assunto era pertinente, e, assim fiz algumas ponderações.
Depois, resolvi escrever este artigo sobre políticos. Uma classe que, hoje, é hostilizada pela sua própria sociedade. No entanto, o eleitor e cidadão critica muito a classe, com razão, aliás, mas se esquece de que o político é o reflexo da própria sociedade.
Sim. O político é retirado do seio da sociedade em que convive, ou seja, repito, ele é parâmetro de quem vota nele. Ele é o representante de quem o colocou lá. Por isso a importância de se votar bem, e não como vota o brasileiro alienado hoje.
Depois fiquei pensando nos políticos antigos e da atualidade, para poder responder o leitor que me questionava sobre quem seria o político perfeito.
Após algum tempo, não foi difícil chegar e achar o político perfeito.
Simples. Montei o político perfeito. Retirei os defeitos e só considerei as virtudes de cada um que vou apresentar.
O político perfeito deveria ter algumas destas virtudes:
A inteligência de Fernando Collor, a integração prefeito-governo de Rogélio Barcheti, a popularidade de Lula, a determinação do senador Magno Malta, a idoneidade de Fernando Cruz Pimentel, a sapiência de FHC, o caráter-político de João Goulard (Jango), a humildade de Ulisses Guimarães, dentre outros, os quais não mencionei.
Daí sim, teríamos o político perfeito. Todavia, como não existem pessoas perfeitas temos que pensar em eleger pessoas idôneas, pessoas comprometidas com o interesse de nossa cidade, e não políticos à procura de um cargo que lhe dê acessos e lhe torne a vida fácil, agentes estes, que já temos demais esparramados pelo Executivo e Legislativo, além de não se esquecer que o papel da imprensa é questionar os eleitos, criticá-los, afinal, a imprensa é a voz daqueles que não tem espaço.
Chatô – é escritor.













