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Brasil: Polícia

Racha no PCC: presos são expulsos de cúpula do PCC após disputa

Por Jornal A Bigorna 14/07/2025 17:00:00 1251
Racha no PCC: presos são expulsos de cúpula do PCC após disputa

Uma briga silenciosa, travada nos bastidores, está rachando o Primeiro Comando da Capital (PCC), a facção criminosa que nasceu em presídios paulistas e ganhou dimensão internacional.

O ‘Fantástico’ teve acesso a vídeos inéditos que revelam a rivalidade dentro da cúpula da facção, expondo os impactos dessa disputa pelo poder para a segurança pública. Veja acima.

A fissura principal aconteceu a partir de uma grave acusação de "caguetagem" (delação), um crime inaceitável no mundo do crime. Abel Pacheco, conhecido como Vida Loka, um criminoso com longo histórico no PCC, acusa Marcos Willians Camacho, o Marcola – número 1 da facção – de ter entregado Roberto Soriano, o Tiriça, outro nome de peso no PCC.

Vida Loka e Soriano reagiram após ouvirem uma gravação de uma conversa de Marcola com o chefe de segurança do Presídio Federal de Porto Velho, em 2022, na qual Marcola dá a entender que Soriano seria o responsável pelas mortes de funcionários penais federais.

"O mundo do crime tem sua ética. Nós excluímos Marcola do mundo do crime. O crime de São Paulo não merecia passar por essa vergonha", disse Vida Loka.

O confronto foi exposto publicamente no início de junho, durante o júri em que Soriano esteve no banco dos réus pela execução do policial penal federal Alex Belarmino. Este é o assassinato que, segundo as acusações, teria sido delatado por Marcola.

Alex Belarmino morreu em 2 de setembro de 2016, a caminho do trabalho na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Nove meses depois, em maio de 2017, uma psicóloga da prisão, Melissa de Almeida Araújo, também foi morta quando chegava em casa.

A polícia conseguiu identificar e prender os executores de Alex Belarmino, que confessaram ter recebido ordens das lideranças do PCC no Paraná para matar servidores penais federais aleatoriamente.

Claudemir Guabiraba, então líder do PCC no Paraná, assumiu ter dado a ordem para matar Belarmino de dentro de um presídio estadual. O Ministério Público Federal acusa Roberto Soriano como o mandante de ambas as execuções. Soriano, no entanto, nega envolvimento.

As declarações de Marcola geraram ainda mais revolta. Em uma conversa com seu advogado, Marcola afirmou ter ajudado a controlar uma rebelião no Complexo Penitenciário de Taubaté em 2001, sendo tratado como "filho" por um diretor, para quem ele "administrava a penitenciária".

Para Vida Loka, tais afirmações são um "tapa na cara do crime", pois "bandido é bandido" e "polícia é polícia". A Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo não quis comentar as alegações de Marcola.

Vida Loka e Andinho (Wanderson Nilton de Paula Lima, outro líder do PCC) buscaram explicações de Marcola, que inicialmente disse que o áudio era falso ou que as palavras foram tiradas de contexto. No entanto, um exame técnico da gravação confirmou que era uma "gravação bruta" e que não havia sido manipulada. Diante da verdade, Vida Loka decretou: "Nós excluímos Marcola do mundo do crime".

A exclusão de Marcola, contudo, não foi unânime. Enquanto Soriano, Vida Loka e Andinho afirmam ter sido "decretados" (jurados de morte) por não aceitarem a manipulação, a maioria dos membros do PCC "na rua" ficou do lado de Marcola. Marcola disse que estava sendo caluniado, e calúnia também é um crime dentro do mundo do crime.

Soriano, que já foi um dos maiores assaltantes do Brasil, declarou no júri: "Eu não sou inimigo do PCC. Eu sou inimigo do Marcola", e afirmou ter decidido sair da facção.

No oitavo dia de julgamento pela morte de Alex Belarmino, Roberto Soriano foi condenado a 23 anos e 5 meses de reclusão. A defesa de Soriano afirma que irá recorrer, alegando que não há provas de que ele mandou matar os policiais penais federais e as delações premiadas foram "construídas" para mencionar seu nome. A defesa argumenta ainda que Soriano foi condenado por lutar contra um sistema que "avilta, corrompe e degrada a condição humana do preso".

A Secretaria Nacional de Políticas Penais afirma que "todos os presos sob sua custódia têm os direitos assegurados e toda denúncia relacionada aos procedimentos é apurada com seriedade e rigor."

Pesquisadores como Bruno Paes Manso, do Núcleo de Estudos da Violência da USP, apontam que este racha é significativo. O PCC sempre foi conhecido por sua hegemonia em São Paulo, diferente do Rio de Janeiro, onde as cisões levaram à criação de diversas facções e disputas territoriais. A estratégia do Ministério Público de São Paulo de isolar as lideranças do PCC em presídios federais desde 2012 e, em massa, a partir de 2019, visava justamente estimular essas rachas.

Embora Marcola continue na liderança, várias lideranças tradicionais do PCC contestam sua autoridade. O julgamento de Soriano foi visto como uma "oportunidade de fazer a caveira do Marcola".

Apesar de ter sido excluído do crime, Vida Loka reforça seu amor pelo PCC, afirmando: "Eu dou minha vida pelo PCC. Tá na alma, tá aqui dentro". A preocupação agora é saber até que ponto essa hegemonia do PCC será mantida em São Paulo e se o estado pode ver uma situação similar à do Rio de Janeiro.(Do Fantástico/SP)

 

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