Inicio minha palavra sobre essa conquista, que foi a aprovação da PEC que extingue a escala 6×1 na Câmara dos Deputados. Com certeza, foi uma vitória expressiva e histórica para a classe trabalhadora, marcando uma forte pressão popular, a qual tive a oportunidade de acompanhar presencialmente.
No Brasil, existem atualmente cerca de 44,5 milhões de trabalhadores com carteira assinada, dos quais aproximadamente 14,8 milhões trabalham na escala 6×1 (33,2% da força de trabalho formal), segundo estudo do Ministério do Trabalho e Emprego com dados do eSocial. O apoio ao fim da escala na sociedade, entretanto, vai muito além dessa parcela de trabalhadores, com uma série de pesquisas mostrando ampla aprovação popular ao tema (70% da população, em média).
Então, podemos afirmar que a grande maioria da população brasileira é favorável a essa conquista, que vai além de um direito trabalhista e se torna um ganho para a integridade física e emocional, além de proporcionar melhorias no convívio familiar.
Para que essa vitória fosse conquistada, precisamos destacar algumas lideranças-chave, como o deputado federal Luiz Carlos Motta, presidente afastado da Fecomerciários, que abraçou essa causa e trabalhou incansavelmente nos bastidores da Câmara dos Deputados para que ela fosse aprovada. Essa conquista histórica, construída por Motta, contou com o diálogo necessário e com a mobilização popular no Parlamento brasileiro em defesa da dignidade da classe trabalhadora.
A união e a força da Fecomerciários, que hoje tem à frente Márcia Caldas, deram todo o suporte necessário nas bases sindicais dos comerciários do Estado de São Paulo para essa aprovação. E, claro, todos os presidentes dos Sincomerciários do estado de São Paulo, meus amigos de luta, pois fomos o elo da corrente entre as lideranças políticas e os principais beneficiados por essa lei, que são os comerciários.
O fim da escala 6×1 agora está sendo discutido no Senado Federal, e nosso trabalho continua para mostrar que sua aprovação vai garantir mais tempo para a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso, com reflexos positivos também na produtividade. Ao menos 37 milhões de pessoas serão diretamente beneficiadas com a medida.
Quem move o Brasil é o trabalhador, que merece mais qualidade de vida, tempo para viver e respeito aos seus direitos.
Como liderança sindical, continuo reafirmando meu compromisso junto às lideranças políticas, como o deputado Luiz Carlos Motta, e sindicais, como Márcia Caldas, pois, com união, conseguiremos cada vez mais conquistas para todos os trabalhadores e, principalmente, para a classe comerciária.
Flávio Zandoná
Presidente













