Por Assis Chateaubriand: Vivemos ultimamente a era da estetização, onde todos os homens ou mulheres querem estar uns melhores que os outros. Usam subterfúgios e falsas máscaras para enganar a sociedade em que vivem, mas que, no fundo (em seu íntimo) estão quase prontas a ter um colapso cardíaco.
O ser-humano hoje é tosco e egoísta. Vivemos de eras e esferas como uma redoma. Entretanto o ponto principal da distância dos seres-humanos continua a mesma. Muitos pobres e poucos ricos. Muito nas mãos de poucos e milhares passando necessidades. Não é um cenário tipicamente de hoje. Ou seja, o mundo dá voltas e nós continuamos parados.
Al Pacino disse que podemos aprender com nossos erros. No entanto há séculos o homem luta contra o próprio homem. São pessoas que fazem de tudo para poderem aparecer, crescer às custas da derrocada de outros. Não importa como, alguém têm que vencer e outros (que sejam muitos) têm de perder.
A era do ressentimento, como também preconiza o filósofo Pondé, é outro esteio de que vivemos uma vida surreal. Não somos o que pensamos que somos. Não imaginamos que aqui, simplesmente, é uma passagem efêmera e rápida. Pelo contrário, alguns poderosos imaginam que são indestrutíveis. Causam dor e morte aos outros, sem no entanto pensar que sua vida é tão curta quanto a daqueles que fazem por sofrer.
Vejam alguns de nossos políticos, principalmente os ligados ao PT (além de outros partidos). A anos atrás estavam num pedestal, hoje estão presos porque sucumbiram ao marasmo da maldade e da crueldade: ter mais e mais dinheiro em detrimento de um povo inculto e não-civilizado.
Nossa sociedade brasileira é efêmera e demasiadamente promiscua. Basta um cartão de bolsa ‘qualquer coisa’, que, não importa como iremos suportar os mais terríveis planos de políticos inescrupulosos. Sim o brasileiro é comprado por qualquer coisa, por isso não conseguimos nunca sermos um país de primeiro mundo.
Enquanto não formos, sobremaneira, mais civilizados, não teremos uma sociedade formal e descente. Seremos sempre o mesmo Brasil. Uma sociedade banal.
Chatô é escritor.













