A empresa Souza Cruz ingressou com uma ação na Justiça para pedir que as advertências estampadas na parte frontal das embalagens de cigarro deixem de ser obrigatórias. A regra é considerada essencial por especialistas em controle do tabagismo, porque torna o produto menos atraente e motiva fumantes a procurarem ajuda para tratar a dependência. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo desta quarta-feira.
No pedido, formulado contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a Souza Cruz argumenta que as advertências sobre os riscos de fumar já estão na parte posterior e nas laterais da embalagem, não sendo necessário que estejam, também, na parte frontal.
A empresa, que é a maior produtora de cigarros do país, diz que a sociedade brasileira está ciente dos problemas de saúde associados ao produto e que nenhuma outra indústria nacional fabricante de mercadorias de periculosidade inerente, como a de agrotóxicos e de bebidas, sofre imposições desse tipo.
“É uma clara afronta ao princípio da igualdade”, defende a companhia, apresentando também uma simulação de como ficariam as embalagens de bebidas alcoólicas e de agrotóxicos com regras semelhantes.













